Mais 2000 vagas no ensino superior em 2007/2008
Rui Catalão
O próximo ano lectivo vai contar com mais duas mil vagas em relação ao ano anterior. No total, os estabelecimentos de ensino superior público abrirão lugares para 49 272 novos alunos, valor substancialmente superior aos 47 062 do ano passado. De acordo com as informações facultadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, 87% dos cursos já estão organizados segundo as directrizes do processo de Bolonha.
O curso de Medicina é um dos que merecem grande destaque, agora que é conhecida a lista de vagas para o próximo ano. Aquele que é o curso que tem apresentado nos últimos anos as médias mais elevadas receberá em 2007/2008 mais 53 vagas (um aumento de cerca de 4%), 33 das quais pertencem à Universidade do Minho.
Ainda assim, os maiores aumentos verificam-se na área de Serviços e de Ciências Veterinária, sendo que em cada há mais 9% de vagas comparativamente com 2006/2007. No prato oposto da balança está a área da Educação, uma das mais críticas em termos de desemprego. De resto, os cursos de Educação passam a ter em 2007 menos cerca de 500 vagas, numa descida que chega aos 22%.
Outro dos pontos relevantes, nesta altura em que se prepara a entrada de uma nova “fornada” de alunos no ensino superior, está relacionado com o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES). Esta reforma está longe de ser consensual, quer entre professores e alunos, quer entre oposição e até alguns deputados socialistas. Em causa está, sobretudo, o novo sistema de nomeação dos reitores, o modelo fundacional, ou seja, a possibilidade de as instituições de ensino superior se transformarem a fundações públicas de direito privado e os já afamados conselhos de curadores são apenas algumas das questões que têm dividido os interessados na matéria.
Da mesma forma, o Regime de Avaliação do Ensiono Superior promete provocar alterações no funcionamento das instituições, nomeadamente no que diz respeito ao financiamento, que passa a depender em grande parte da avaliação que é feita a cada instituição. Os cursos e estabelecimentos com piores classificações podem mesmo ser encerrados.
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