Portugal: economia cresce mais uma vez acima da Zona Euro
Daniela Guerreiro de Oliveira

Segundo dados do Eurostat avançados hoje pelo Jornal de Negócios, a avaliação feita à economia portuguesa dá conta de uma diminuição da velocidade do crescimento mas que ainda assim supera o ritmo médio apresentado pelos restantes países da Zona Euro. O crescimento foi de 0,3% face aos 0,7% do trimestre anterior.
Dados pormenorizados apontam para um decréscimo do Produto Interno Bruto de Portugal, que desceu de 0,7% no 1º trimestre deste ano para 0,4% no segundo. Só a França desceu mais do que Portugal (0,3%) e a Dinamarca (0,6%). A Áustria, a Bélgica e a Espanha foram os únicos países cujo crescimento foi maior do que o de Portugal, e termos homólogos.
Os efeitos da crise de mercados
Tanto a economia europeia como a portuguesa fizeram notar a crise do sector imobiliário que afecta os Estados Unidos e que se alastra a todo o mundo. O abrandamento pode não ser significativo mas tem como principal causa a falta de confiança dos investidores. Recorde-se que esta foi a primeira quebra no investimento por parte das empresas dos últimos quatro anos.
As medidas apresentadas por George W. Bush, mesmo que surtam efeitos, podem não ser suficientes para contrair a tendência bolsista. Isto significa que o abrandamento da economia europeia e portuguesa pode não ficar pelo segundo trimestre.
As taxas de juro deverão manter-se.
Em comparação com o segundo trimestre de 2006, em que a Zona Euro registou um crescimento de 2,5%, os efeitos da crise dos mercados são significativos, embora esta não seja o único factor a que se deve o decréscimo.
Previsões para os próximos trimestres
Apesar da crise, a União Europeia não alterou as previsões. O PIB deverá crescer 0,6% e 0,5% no terceiro e quarto trimestre, respectivamente.
Medidas económicas do Governo Português
O Governo vai discutir amanhã com os representantes das confederações patronais e sindicais as medidas que anunciou para o combate ao desemprego.
Até 2010, o investimento em políticas de emprego deve ascender a 4,28 milhões de euros. São destinados a mais de um milhão de pessoas e dirigidos para financiamento da formação profissional, apoio a patronato que dê emprego a públicos desfavorecidos e apoio aos desempregados que criam seu próprio emprego, avança o Jornal de Negócios.
Estas medidas pretendem, para além de fazer subir a taxa de emprego, contribuir, a longo-prazo, para o crescimento da economia.
Com: Jornal de Negócios e Eurostat
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