“A Aldeia mais Portuguesa de Portugal”
Margarida Duarte
A Lenda do Castelo
São aliás as pessoas da aldeia que, ao longo do passeio, nos dão a conhecer as lendas que Monsanto faz questão de cultivar. A lenda mais conhecida tem como protagonista o Castelo, conta-se que no tempo dos mouros, estes cercaram Monsanto durante um longo período de tempo, que só terminou quando os monsantinos terão decidido deitar, lá do alto, um bezerro com o estômago cheio de cereais. Os invasores, convencidos que ainda lhes restavam muitos mantimentos, acabaram por desistir do cerco.
Anualmente esta lenda é reconstituída na festa de Santa Cruz, realizada no 1º Domingo de Maio.

É exactamente no Castelo, doado em 1165 por D.Afonso Henriques à Ordem dos Templários, que termina a subida.
As casas com telhados invulgares
Antes de chegarmos, ao longo da subida para o Castelo, deparamo-nos com enormes pedregulhos que ornamentam as bermas das estreitas ruas. Inconscientemente, o passo acelera quando nos vemos de frente com estas grandes pedras, pois muitas delas parecem estar em desequílibrio tendo a queda anunciada a qualquer instante.
As próprias casas têm, em alguns casos, grandes penedos graníticos a substituir o tecto ou as paredes.

“Nunca se sabe em Monsanto
Que as águias roçam com a asa
Se a casa nasce da rocha
Se a rocha nasce da casa”
Quadra popular

As bonecas sem rosto
As mesmas monsatinas que nos contam as lendas da terra, também nos incitam a comprar uma marafona, uma boneca de trapo que representa as mulheres, sem rosto, feita a partir de uma cruz de pau.
O porquê de não terem rosto? Trata-se de um símbolo da fertilidade, a boneca era colocada na cama dos noivos na noite de núpcias. E por isso mesmo, não têm olhos para observar os momentos mais íntimos, nem boca para os descrever…

Artigos relacionados:


