Festival «Lisboa Mistura»: a interculturalidade da arte
Filipa Galrão

A 2ª edição do festival Lisboa Mistura combina o artístico e o social que se fundem na cidade sobre o Tejo. Para ver no Teatro Municipal São Luiz quinta (29) e sexta-feira (30).
Para melhor compreender a complexidade das misturas de nacionalidades, cores e mentalidades que todos os dias se cruzam na cidade de Lisboa, a capital apresenta um festival que promove a arte multicultural. Lisboa Mistura é um Festival que mescla a cultura portuguesa com a de outros países unindo actores, músicos, compositores, pensadores, bailarinos e escritores.
A cidade e os seus habitantes, qualquer que seja a língua ou a arte, são o centro deste encontro que, no primeiro dia, se inicia em reflexão, no debate Um Novo Olhar Sobre Lisboa, a decorrer no Jardim do Inverno às 18h. Duas horas depois, na Sala Principal do Teatro, tocam os Montai Luna e Jon Luz com Filipa Pais e às 22ha peça À Noite o Sol, desafia músicos, escritores, actores e técnicos a interagir. A noite encerra com os DJs Johnny, João Gomes, Lady G Brown e Lucky.
Na sexta-feira, o segundo e último dia do Festival, o grupo de dança e música africana pertencentes à organização Batoto Yetu, faz mexer o Jardim do Inverno pelas 18h durante 45 minutos. Aos ritmos africanos sucede um workshop com músicos e elementos da Cruz Vermelha Portuguesa. Durante a noite, na Sala Principal, tocam Kalaf com Nastio Mosquito, a Kumpania Algazarra e Lil’John e a Orquestra Estado do Mundo, numa criação inédita onde culmina a mistura de géneros.
Como seria de esperar, a noite encerra com música com o espectáculo Lis-Nave a reunir Cool Hipnoise, Júlio Resende 4teto, Nigga Poison, Janelo da Costa (Kussondulola), Pedro Costa, Adriana Miki, Gabriel Gomes, Batuto Yetu, SP&Wilson entre outros.
A Mensagem de um Festival
Lisboa Mistura é um projecto cultural e social de 3 anos que se iniciou em 2006. Surgiu da necessidade de criar um lugar de intervenção intercultural onde a criatividade humana fosse assumida como um instrumento de comunicação, de união e de clarificação das diferenças da cultura de cada um. Para cumprir este objectivo e proporcionar um encontro pleno das artes, das pessoas e dos seus projectos artísticos e sociais são várias as colaborações, quer por parte dos artistas como por parte de empresas e organizações.
O festival pretende, no fundo, mostrar a complementaridade de géneros que advêm de vários países para influenciar o cenário urbano da cidade de Lisboa. Uma mistura inevitável, que só pode ser positiva.
Com: Público, Diário de Notícias e egeac.pt
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