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Greve geral apoiada por Jerónimo de Sousa  Enviar por email Imprimir

Ana Sofia Covas

Jerónimo de Sousa, líder do Partido Comunista Português

O líder comunista Jerónimo de Sousa diz que a greve geral marcada para dia 30 de Novembro demonstra a “vivacidade da democracia”. Segundo o secretário-geral do PCP, esta greve traduz o descontentamento dos trabalhadores. A greve foi convocada esta quinta-feira pelos sindicatos afectos à UGT e CGTP, devido à alegada “indisponibilidade negocial do Governo” — que mantém a proposta de 2,1 por cento de aumento para a função pública no próximo ano e o reforço da tributação das pensões acima dos 600 euros.

Segundo Jerónimo de Sousa, a opção do Governo é apenas uma: “pôs-se do lado dos mais fortes e dos mais poderosos, tanto no plano fiscal, como social e económico. Os trabalhadores não podem aceitar isto como uma inevitabilidade”. Para o secretário-geral do PCP, “há uma contradição insanável nesta política, quando os benefícios fiscais dos ‘off-shores’ da Madeira aumentam dos mil milhões de euros para os 1790 milhões e depois se vai ‘catar’ [dinheiro] às reformas mensais de 595 euros”, acusou.

Jerónimo de Sousa criticou ainda a questão de que, ao “beneficiar aqueles que têm mais meios, a manta curta leva a que se destape a dignidade e o nível de vida dos trabalhadores da administração pública”.

Estas declarações do secretário geral do Partido Comunista foram proferidas no final do descerramento da placa que vai assinalar, na cidade de Coimbra, a Rua Álvaro Cunhal — o líder histórico comunista falecido em 2005, nascido há precisamente 94 anos na cidade dos estudantes.

Com Lusa, Portugal Diário, Público, TSF


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