Knojo! O indiscreto do nosso corpo
Ana Sofia Ribeiro

Tudo o que temos vergonha de falar sobre o nosso corpo vai deixar de ser tabú.
Knojo é a nova exposição do Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, que pretende dar a conhecer o mais indiscreto (e nojento) do corpo humano. E O AMADOR foi espreitar.
Mau hálito, suor, “macacos” do nariz, arrotos, vómitos e “puns” (ou gases) são algumas das coisas nojentas que poderá ver, ouvir, cheirar e perceber nesta nova exposição interactiva.
A ideia surgiu nos EUA, já viajou por França e agora foi a vez de Portugal receber a inovação da nojice, sendo que o nome e toda a parte interactiva foram adaptados ao nosso país.
A inauguração teve lugar no passado dia 18 de Outubro e já estabeleceu um record há cerca de três semanas - 2.000 visitantes num só dia - revelando muito do seu sucesso e originalidade. A exposição ficará em Lisboa até ao dia 24 de Agosto de 2008 e promete “tirar a vergonha aos visitantes” que se ficarão a conhecer melhor.

Você não pode perder a inovação mais nojenta da cidade de Lisboa.
Aconselhado a partir dos 4 anos, este é um espaço criativo e pedagógico, acima de tudo. A linguagem é simples e coloquial, o ambiente é divertido e dinâmico e os diferentes módulos dispõem de personagens interactivas e de curiosidades que jamais ousámos pensar.
Esta é também uma exposição que não pretende deixar de fora os deficientes visuais e motores e, por essa mesma razão, tem explicação em braille sobre todos os módulos e o próprio espaço está adequado para receber pessoas com deficiência motora.
É uma autêntica viagem ao interior do corpo humano - ao interior divertido, ao interior nojento - onde a chave é “chamar as coisas pelos nomes”, não sentindo vergonha em ler/dizer ranho, cócó, pum ou arroto.
A ENTRADA

Ainda antes de iniciarmos a viagem de descoberta, as boas-vindas são dadas por Sua Alteza Nojenta, fundadora da exposição Knojo! A Ciência Indiscreta do Corpo Humano, referindo que “todos os organismos têm este lado menos agradável, sinal de que não estão mortos e enterrados”. E, deixando o pudor de lado, somos convidados a entrar no corpo humano. Assim que entramos na exposição propriamente dita, é como se abrissemos uma cortina. Os olhos arregalam por completo, as bocas esboçam um sorriso e comenta-se quase instintivamente “uau! que giro!”.
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