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Punk Tailor Fest  Enviar por email Imprimir

Gonçalo Dias

Cartaz Punk Tailor Fest

O dia prometia ser longo. Seis bandas. Algumas já de créditos firmados no panorama underground nacional, outras nem tanto. Espaço em Santos, Lisboa, pequeno, humilde, mas muito acolhedor e diria perfeito para o evento, não fosse o calor que castigava os corpos dançantes e não só. Ambiente descontraído e com muito “sangue novo”. Músicos e organizadores competentes e voluntariosos. Boa música e bons concertos. Foi assim o 1º festival Punk Tailor.

À hora marcada subiram ao palco os Angry Odd Kids. Banda formada na Florida por Carlos, baixista dos Fonzie, voltou ao activo pela mão deste, mas desta vez apenas com músicos nacionais e a cantar em português. O som que praticam não foge muito ao que os Fonzie fazem de facto. Entre o punk e o rock de vertente mais mainstream e orelhuda, os Angry Odd Kids tiveram uma actuação sem falhas mas perante um público que não era o deles. Por isso mesmo, foram a banda que menos curiosidade suscitou e talvez a mais deslocada no cartaz.

Angry Odd Kids

Para uma casa já quase cheia, cerca de 300 pessoas viram os One Hundred Steps tomarem conta do recinto. Primeiro aspecto a destacar é a quantidade assinalável de “putos” que esta banda de Setúbal arrasta consigo. Facto notável e surpreendente para os mais distraídos.

Segundo aspecto, que não será certamente dissociável do primeiro, é a energia que estes rapazes imprimem nas suas actuações ao vivo. O emo-core que executam é da mesma casta dos More Than a Thousand e Hills Have Eyes, e pelo que se assistiu, potencial não falta para seguir as mesmas pisadas dos seus conterrâneos em termos de popularidade e visibilidade nacional e internacional. A dada altura o palco revelou-se pequeno para tanta força e exuberância. O seu desempenho teve essencialmente como base o MCD «The Eyes of Laura Mars» e não defraudou as expectativas dos seus acérrimos fãs a ver pelos seus sorrisos extenuados no final do concerto.

One Hundred Steps

Death Metal de origens suecas sem rodeios e falsas pretensões é aquilo que, em traços gerais, os Blacksunrise representam. «Dark Rider», primeiro tema do álbum de estreia «The Azrael», foi o escolhido para abrir uma actuação que se previa de peso e muito agitada na plateia. Daí em diante viraram-se exclusivamente para o álbum lançado este ano «The World in Frozen Flames».

A voz de André, muito no estilo de uns The Black Dahlia Murder, puxou pelos presentes a cada tema tocado e a sua presença em palco é indubitavelmente uma das mais valias da banda ao vivo, sem desprimor para os restantes elementos cuja técnica é igualmente apreciável. Com músicas rápidas e melódicas como a «Open Wound» e «The Plague» ou com a excelente «Reborn» de contornos mais carregados e pesados, os Blacksunrise presentearam-nos com um desempenho sólido, enérgico e com um “à vontade” de quem já anda na estrada há alguns anos. A meio brindaram-nos com a cover «Blinded by Fear» dos At the Gates, a histórica banda sueca que se reuniu recentemente passados mais de dez anos.

Blacksunrise

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