yeS yeS - um projecto de ideias com e para o futuro
Diogo Santos

A ideiaS. Silvestre, uma aldeia/bairro nos arredores de Coimbra como tantas outras espalhadas de Norte a Sul de Portugal, mas com uma população jovem e empreendedora, que não se negou a esforços a quando da decisão “ dar vida à aldeia, e recolher fundos para o melhoramento das infra-estruturas!”, e daqui nasce a ideia para um festival jovem, mas que serve para consciencializar pequenos e graúdos, yeS yeS (yeS yeS é um trocadilho com as iniciais da aldeia) é o nome do projecto.
Numa época em que a juventude é rotulada de preguiçosa e pouco empenhada na sociedade, um grupo de jovens “dá uma pedrada no charco” e passa à acção, “As promessas de uns e de outros, nunca passaram disso mesmo, promessas… A ideia esteve sempre presente mas passou a ser mais séria depois de uma conversa num café da aldeia em que dissemos ´vamos a isto!´”.
O festival tenta abordar alguns dos interesses da cultura jovem, como a música ou os graffiti e tem como principal objectivo a angariação de fundos para a melhoria da qualidade de vida dos habitantes da localidade a troco de nada, ou seja, os lucros são apenas para aplicação nos projectos de qualificação das infra-estruturas.
O grupo de jovens envolvido no projecto foi crescendo, a mensagem foi passando de “boca em boca” e assim mobilizando mais pessoas, amigos e até alguns pais, ”Tivemos o apoio de várias empresas locais que contribuíram com dinheiro ou material, a Junta de Freguesia de S. Silvestre ajudou-nos a resolver um problema legal que pôs a realização do Festival yeS yeS em causa, no entanto, o maior apoio foi o das famílias e amigos que ajudaram sempre no que era preciso.“ Foi portanto, com muito esforço, dedicação e algum dinheiro do próprio bolso que se construíram as pernas para o projecto andar.
…e o festival
No passado dia 10 de Novembro pelas 17h iniciava-se o festival. A demonstração/workshop de graffiti começava a dar cor aos muros e às caras de quem via o seu projecto a andar. Assim que o cinzento das paredes ganhava cor, a noite crescia e apressava os preparativos para o ponto alto do festival – os concertos.
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