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ASAE diz que metade dos restaurantes portugueses vai ter de fechar  Enviar por email Imprimir

Maria Marujo

ASAE

Em entrevista ao semanário Sol, António Nunes, o responsável máximo da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica reafirma a importância do organismo para limar arestas num país onde muito ainda está por cumprir.

Segundo o inspector-geral da ASAE, são 50% dos restaurantes e cafés portugueses que não estão funcionam segundo os regulamentos da legislação comunitária e não têm viabilidade económica. “Portugal tem três vezes mais restaurantes por habitante do que a média europeia; a União Europeia tem uma média de 374 habitantes por restaurante, em Portugal são 131″, afirmou.

Sobre as acusações de que a actividade da ASAE está a acabar com as tradições, António Nunes disse ao semanário que “a ASAE não é cega, surda e muda face ao exterior”, mas que ainda não lhe conseguiram demonstrar que ela interfere com as tradições. “Tudo o que se fazia antigamente dentro das casas das pessoas continua a fazer-se; tudo o que diga respeito ao consumo público, tem de estar protegido por normas de inspecção sanitária”.

Quando levantada a questão dos pequenos produtores e dos produtos regionais que estão a desaparecer, surge a resposta. “Os pequenos produtores, desde que estejam legalizados, podem operar à vontade”. E dá um exemplo, o do fumeiro de Vinhais. “Era ilegal e agora é legal. As pessoas são as mesmas e os produtos são feitos da mesma maneira. Só que criaram uma associação, passaram a controlar o processo todo e hoje vendem o fumeiro com um sucesso que não tinham antes. O problema é como é que vamos convencer as pessoas mais idosas a que se adaptem”.

A actuação da ASAE

Contestando a ideia de “excesso” de suspensões e fiscalizações, António Nunes lamentou a forma como a ASAE é retratada pelos meios de comunicação social. Cumprindo as normas de higiene comunitárias, a autoridade contabiliza meia centena de detenções, mais de 1200 estabelecimentos fechados e cerca de 47 milhões de euros em produtos apreendidos, apenas em 2007.

António Nunes


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