Presidenciais EUA: Time elege as piores gaffes dos pré-candidatos à Casa Branca
Filipa Galrão

O caminho a percorrer até à Casa Branca é longo e não dispensa, habitualmente, as acérrimas lutas entre candidatos e episódios controversos ou caricatos que acicatam, de uma maneira ou de outra, a consciência dos eleitores. A corrida às presidências 2008 não é excepção. Desde Novembro de 2006 que vários nomes, entre republicanos e democratas, anunciam a sua possibilidade à candidatura de Presidente dos EUA e, desde então, muita tinta tem corrido.
A nível do processo eleitoral propriamente dito, tudo começa com as primárias e os “caucuses” Estaduais (assembleias) para selecção dos candidatos à nomeação por cada partido. A luta centra-se, actualmente, nesta nomeação. Para despertar ou quiçá aligeirar a opinião dos que votam, a Time publica o “Top 10″ das gaffes da corrida à Casa Branca.
O antigo “Mayor” de Nova Iorque, o republicano Rudolph Giuliani ocupa o topo da lista, graças à tentativa de elogiar o seu próprio empenho em ajudar o corpo de bombeiros, nos dias que se seguiram ao atentado ás torres gémeas. Giulliani declarou, em Agosto deste ano: “Eu estava no “Ground Zero”(…) a trabalhar com eles. Eu estava lá a liderar as coisas. Estava exposto exactamente às mesmas coisas que eles. (…)Eu era um deles”.
Apesar de ter declarado, mais tarde, que estava apenas manifestando a sua solidariedade pelo trabalho do corpo de bombeiros, o pré-candidato não conseguiu que a corporação apoiasse a sua candidatura à Casa Branca.
A lista inclui gaffes também dos democratas Hillary Clinton, Barack Obama e John Edwards, bem como dos republicanos John McCain e Mitt Romney.
O segundo lugar na lista da Time foi para o Senador Joseph Biden que, apenas um dia depois de anunciar a sua pré-candidatura, tentou elogiar o também democrata, Obama, chamando-lhe “negro limpo”. “Quero dizer, é a primeira figura pública afro-americana que é articulada, inteligente, limpa e um tipo com bom pinta”, declarou Biden em Fevereiro.
Mais tarde, apresentou um pedido de desculpas, referindo que, em vez da palacra “clean” que significa limpo, deveria ter empregue o termo “fresh, que tanto pode ser sinónimo de limpo como de alguém com “novo aspecto”.
O antigo Governador de Massachussets, Matt Romney aparece duas vezes na lista. Em Maio, defendeu que a prisão de Guantánamo, apontada por grupos internacionais como um marco do desrespeito dos direitos humanos, deveria ter a respectiva capacidade “duplicada”.
Um mês antes, Romney tinha tentado conquistar o apoio do lobby pró-armas afirmando ter praticado caça “durante toda a vida”. Veio, posteriormente, a admitir que só tinha praticado aquela actividade apenas duas vezes.
No campo dos democratas, a Time recordou o corte de cabelo de 400 dólares (cerca de 273 euros) que o advogado John Edwards colocou entre os respectivos gastos de campanha, e a declaração da Senadora Hillary Clinton de que gostaria de criar um “fundo estratégico” com os elevados lucros das empresas de energia. Foi acusada de “comunista” pelos seus críticos.
Barack Obama, é apontado na lista devido a uma declaração irónica sobre Hillary, tratando-a como “senadora democrata do Punjab (uma região da Índia)”, devido aos seus laços com a comunidade indiana. A expressão foi rotulada de “xenófoba”.
Oprah Winfrey “baralha” eleitorado

Relembre-se que a batalha dos democratas centra-se, principalmente, na luta entre Barack Obama e Hillary Clinton, nomeadamente pelos apoiantes que Obama tem “roubado” à candidata feminina graças ao facto de ter Oprah Winfrey, a superstar televisiva preferida dos norte-americanos, a apoiá-lo na sua candidatura.
No estado do Iowa, onde arranca o calendário eleitoral com os caucases de dia 3 de Janeiro, metade dos eleitores são mulheres e, Hillary, que estava à frente das sondagens, acaba de ceder o seu lugar na liderança a Obama.
Na Carolina do Sul, outro dos estados principais nas primárias, quase 50 por cento dos eleitores são negros, daí poder considerar-se a dupla Obama-Oprah como a mais forte. Para contrariar esta ascensão, Hillary tem, no entanto, uma carta muito forte para jogar: o seu marido e antigo Presidente, Bill Clinton. Clinton foi um dos políticos mais queridos entre o chamado “eleitorado afro-americano”, sendo mesmo designado como o” Primeiro presidente negro da América”.
Com: Público, Diário Digital e Time.
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