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Assistência religiosa a reclusos discutida em Fátima  Enviar por email Imprimir

Margarida Duarte

Assistência Religiosa

Capelães prisionais reuniram-se em Fátima nos passados dias 7 e 8 para discutir o apoio que devem prestar aos reclusos.
 
“Quando entro num estabelecimento prisional para falar com um recluso nunca pergunto qual é a sua religião. Isso não é importante.”

O padre João Gonçalves, coordenador da pastoral prisional, acredita saber que para os reclusos o mais importante é ter alguém com quem conversar, alguém que se preocupe com eles.

A evangelização vem depois. E, nesse aspecto, admite em declarações à agência Lusa, “a Igreja Católica tem um regime de privilégio”, embora, sublinhe, “seja um privilégio com aspas”.

A verdade é que os capelães são nomeados pela Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, de quem dependem, que têm um espaço para o culto e alguma liberdade de acção dentro das cadeias.

 O padre João Gonçalves afiança porém que esse estatuto foi conseguido à custa de muitos séculos e de muito trabalho, até finalmente estar regulamentado. “As outras religiões também podem lutar por isto”, admite.

Caso os reclusos não queiram apoio espiritual católico podem pedir para ser assistidos por um sacerdote de outra confissão.

“Isso nunca é recusado. Os outros sacerdotes têm acesso aos reclusos. Mas é preciso garantir que a presença das confissões religiosas na prisão não serve o proselitismo mas é para responder às necessidades das pessoas. A assistência religiosa é um direito dos reclusos.”, alerta o capelão.

Este assunto foi um dos mais discutidos no Encontro Nacional de Capelães e Visitadores de Prisões que se realizou nos passados dia 7 e 8 de Janeiro, em Fátima.

João Guimas, subdirector-geral dos Serviços Prisionais, a jurista Isilda Pegado e José Léon, director espanhol do Departamento de Pastoral Penitenciária, participaram no encontro, que teve, acima de tudo, um objectivo formador.

Este encontro serviu em suma para que os capelães pudessem saber mais sobre o novo código penal e o funcionamento das prisões, a fim de melhor se prepararem para assistir os reclusos.

Com: Jornal de Notícias,Rádio Renascença e Lusa


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