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Clima agrava o impacto da poluição na saúde  Enviar por email Imprimir

Margarida Duarte

Camada Ozono

A poluição do ar causada pela concentração de ozono e de partículas inaláveis é o principal problema ambiental detectado no Relatório do Estado do Ambiente de 2006, divulgado na passada Terça (15).

Um problema com forte impacto na saúde pública e que será agravado pelas alterações climáticas. As alterações climáticas trarão secas e calor que irão provocar mais ozono.

O aumento da temperatura, de vagas de calor e secas provocará condições favoráveis à formação de ozono e partículas inaláveis. “A radiação solar gera maior libertação de ozono. E com fenómenos climáticos extremos (chuvas intensas e secas) haverá também uma distribuição diferente dos poluentes.

O que trará problemas respiratórios e cardíacos aos grupos de risco como os idosos e as crianças”, esclareceu em declarações ao jornal Diário de Notícias, Paulo Diegues, da divisão de Saúde Ambiental da Direcção-Geral de Saúde.

Na origem da concentração destes poluentes estão causas humanas, como a poluição industrial ou o tráfego automóvel, mas também fenómenos meteorológicos.

Tráfego Automóvel

“A deterioração da qualidade do ar tem a ver com a poluição que fazemos mas as condições meteorológicas são decisivas pois podem agravar este problema”, explicou em declarações à Agência Lusa, Francisco Ferreira, da Quercus. Prova disso é a grande concentração de ozono em zonas rurais onde a poluição causada pela indústria e pelos transportes é baixa.

Enquanto não se conseguem reduzir drasticamente as origens da poluição, há que actuar na prevenção. “Temos de monitorizar cada vez melhor, para podermos alertar as populações e reduzir os impactos na saúde”, afirmou Paulo Diegues.

Há sistemas de monitorização que quando detectam excesso de concentrações poluentes obrigam a lançar alertas à população para que os grupos de risco tomem medidas de prevenção.

Em dias de Verão com céu limpo e temperaturas altas, as pessoas mais vulneráveis devem evitar fazer esforços físicos para não agravarem os seus problemas respiratórios e cardíacos.

Paulo Diegues afirmou ainda que “apesar dos riscos para a saúde serem mais elevados quando se excedem os limites legais, ainda não há estudos que estabeleçam uma relação directa entre a concentração de poluentes e a ida às urgências hospitalares”.

Apesar das situações graves decorrentes do ozono troposférico e das partículas, que são concentradas em algumas zonas do país e são esporádicas, numa apreciação global a qualidade do ar no território é boa, diz o relatório.

Ou seja, os problemas de ozono e partículas são localizados e as excedências pontuais.

Com: Lusa, Público, Diário de Notícias


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