EUA: Greve dos argumentistas prestes a chegar ao fim?
Filipa Galrão

De acordo com os estúdios de Hollywood, na passada quinta-feira (17), os realizadores de cinema apresentaram uma proposta, depois de cinco dias de negociações, o que poderá acabar com a greve dos argumentistas. O anúncio foi feito pelo sindicato representativo dos realizadores e pode ser uma força de pressão para os argumentistas, de modo a que estes acabem a greve, iniciada há mais de dois meses, apesar de estes profissionais afirmarem não ser representados pelos cineastas.
O acordo a ser assinado prevê, entre outras matérias, aumentos salariais anuais, define a jurisdição aplicável a programas produzidos para distribuição na Internet, os custos de pagamento de downloads e taxas de publicidade e uso de clips na net, matérias que vão, aliás, ao encontro das principais reivindicações dos argumentistas.
Relembre-se que, segundo um balanço do TV Guie e do L.A. Times, são, pelo menos, setenta e uma, o número de séries afectadas na sua produção. Entre outras , contam-se, a quarta temporada de Anatomia de Grey e Dr. House, que têm apenas 12 episódios produzidos. Caso a greve se estenda teremos, também, somente uma mini temporada de oito episódios de uma das séries mais vistas em Portugal, Lost (Perdidos).
O lado “positivo” da greve
Apesar da maioria das séries e programas televisivos terem visto suspensa a sua transmissão, a alternativa que se afigura aos telespectadores parece ser igualmente viável. A greve parece estar a favorecer o crescimento da popularidade dos sites de vídeo entre os internautas americanos, segundo um estudo da Nielsen Online.
De acordo com o estudo, esta interrupção da produção contínua das temporadas das séries, está a afastar os telespectadores norte-americanos do pequeno ecrã e a levá-los a procurar alternativas na Internet. Os dados divulgados mostram que o tráfego do You Tube, o site de partilha de vídeos mais popular, cresceu 18% em Novembro e Dezembro. No entanto, o maior crescimento neste período foi registado pelo site de vídeos, Crackle. Nos dois meses seguintes ao início da greve, o Crackle conseguiu atingir os 2,4 milhões de utilizadores, duplicando a sua audiência de 1,2 milhões.
Com: Lusa e ciberia.pt
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