Menezes quer PSD no poder em 2009
Joana Costa Dias

Luís Filipe Menezes voltou a reforçar a necessidade de o PSD voltar ao poder. Em declarações nas Jornadas Parlamentares do PSD em Vilamoura, o líder social-democrata declarou que o partido “nunca se preparou para ser um partido com vocação de poder mas que está na oposição” e que “já está na oposição há muito tempo.”
Menezes mostrou-se disponível para enfrentar novas eleições directas, caso a sua oposição interna queira apresentar um projecto alternativo: “Se neste momento alguns pensam que podem fazer melhor do que nós, do que o presidente do grupo, do que eu próprio, a sua obrigação é dizer de que forma, como e quando o querem fazer”, afirmou. O líder reforçou ainda que não quer dirigir um partido em que “todos os dias há pessoas a dizer que são melhores”, acrescentando que “é altura dessas pessoas se afirmarem, se não, não passa de um acto de desestabilização e cobardia”.
O líder social-democrata chamou ainda a atenção para a hipótese de o PS atingir 18 anos de governação contínua, apenas com um intervalo de cerca de dois anos, relativos aos dois executivos PSD-CDS entre 2002 e 2005: “O PSD tem que saber o que quer, para onde quer ir e com quem”.
Ainda assim, Menezes mostra-se confiante numa vitória contra Sócrates em 2009, porque considera que “o povo português não é masoquista, não gosta de viver num país em que os salários reais descem, há mais pobres e mais assimetrias todos os dias”.
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