Eslovénia festeja prosperidade económica com adesão à zona Euro
Susana Paula

A Eslovénia trocou, com o início do ano, o tolar esloveno (SIT), sua divisa nacional, pela moeda única europeia, tornando-se o 13.º país da União a aderir à Zona Euro. Um Euro equivale, na antiga moeda eslovena, a 239,54SIT.
O país que pertenceu à ex-república jugoslava é não só o primeiro dos 10 mais recentes Estados-membros da União Europeia (UE) a adoptar o euro, como também é o primeiro país ex-comunista a utilizar a moeda comum europeia.
O nível de riqueza relativa da Eslovénia é crescente e já muito superior ao de Portugal: nos últimos três anos, passou de 77%, em 2003, face ao médio europeu, para 80%, em 2004, e 82%, em 2005, contra uma regressão em Portugal, no mesmo período, de 73% para 71%.
O seu crescimento económico é sólido e a os seus indicadores macroeconómicos apresentam uma evolução positiva. Em pouco mais de dois anos, a Eslovénia conseguiu cumprir critérios de entrada no euro, denominados critérios de convergência. A nação eslovena conseguiu a estabilidade de preços, taxas de juro de longo prazo próximas das dos países com melhores resultados em matéria de inflação, défice orçamental anual igual ou inferior a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, dívida pública não superior a 60% do PIB, entre outros factores.
“Em 2006, a Eslovénia deu um grande passo em frente para consolidar o seu lugar na família dos países europeus mais desenvolvidos”, afimou o primeiro-ministro esloveno, Janez Jansa.
O governador do Banco Central do país (Banka Slovenija), Mitja Gaspari, demonstrou a entrada na Zona Euro ao retirar as primeiras notas de 10€ e 20€ de uma caixa multibanco.
Este alargamento surge numa época de descontentamento com o euro, que marca o seu 5º aniversário com a entrada em 2007 com pontos mínimos nos seus níveis de popularidade nas grandes economias europeias. Sondagens divulgadas na passada semana demonstraram que em França e na Alemanha mais de metade da população está descontente com a moeda. Noutros países, como a Itália e Portugal, as economias acumularam desequilíbrios e caíram numa acentuada crise económica. Alguns lamentam-se agora de não poderem recuperar a competitividade através de uma desvalorização da sua divisa nacional e de terem de apresentar uma política orçamental restritiva para cumprirem as regras do Pacto de Estabilidade.
Numa entrevista recente à agência Reuters, o primeiro-ministro esloveno afirmou ter aprendido com os erros de outros países e que vai tentar evitar a ocorrência de uma subida de preços relacionada com a adopção do euro. Sendo este, na verdade, o maior medo da população eslovena com a substituição do tolar. E reconhece ainda que “a situação é periogosa”, devido ao facto de um euro valer 239 tolares, o que facilita os arredondamentos para cima.
Janez Jansa, nesta entrevista, não referiu outros riscos a médio e longo prazo, como a possibilidade de acumulação de desequilíbrios e a perda de competitividade de uma economia pequena como a eslovena.
Fontes: Reuters, RTP, angolapress, Diário Económico, 1º Janeiro, DN
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