Goldman Sachs: FBI investiga ameaças anónimas à maior empresa de investimentos do mundo
Daniela Guerreiro de Oliveira

“Goldman Sachs. Vão morrer centenas. Estamos aí dentro. Não nos vão conseguir parar. A.Q.U.S.A.”. Este era o conteúdo das cartas vindas de Queen, Nova Iorque, endereçadas a 9 jornais, ameaçando a empresa norte-americana, em Junho. As cartas são manuscritas e dada a reconhecida segurança interna reforçada do edifício e da empresa, a polícia não considera crível a ameaça.
A empresa ocupa o edifício mais alto de Nova Jersey e sob, a voz de Jon Corzine, governador de Nova Jersey e antigo director da Goldman Sachs, “tudo será feito para proteger as pessoas e prender os autores das cartas”.
A Goldman Sachs é um dos mais antigos e prestigiados bancos de investimento mundiais. Foi fundada em 1869 por Marcus Goldman e actua ao nível do investimento e da administração dos recursos de segurança. A dimensão da empresa é demonstrada pelo número de empregados com que conta, em mais de 20 países: ao todo são aproximadamente, segundo dados de 2005, 22425.
No ano passado a empresa facturou 37 mil milhões de euros em receitas e registou 9,5 milhões de dólares de lucro. É o principal banco de investimentos e é a empresa que mais bem paga aos seus empregados – salário médio anual de 623 mil dólares.
A empresa emitiu um comunicado acerca dos acontecimentos que se verificavam, que segundo o jornal “Sol”, dizia: “A empresa está consciente de que alguns jornais locais em vários pontos dos Estados Unidos receberam cartas anónimas ameaçando a firma. Levamos muito a sério qualquer ameaça à segurança do nosso pessoal e do nosso negócio. O Gabinete de Segurança Global consultou o FBI e outras autoridades relevantes. As autoridades informaram-nos que acreditam que a ameaça é de baixa credibilidade. Contudo, empreenderam já uma investigação activa para tentar determinar a origem das cartas. Temos instalada uma vasta gama de medidas de segurança para contrariarmos qualquer ameaça e continuaremos a acompanhar de perto a situação. Não vemos esta situação como causa para preocupações”.
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