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Investimento do Estado sofre corte de 7,3% em 2007  Enviar por email Imprimir

Gonçalo Dias

De modo a conseguir um défice orçamental de 3,3%, prevê-se que o Governo corte 330 milhões no investimento deste ano, registando uma queda na ordem dos 7,3% relativamente a 2006. Esta acaba por ser a medida mais natural no combate ao défice, visto que o investimento público é a despesa onde é mais fácil cortar e tem sido uma ajuda decisiva e sistemática na correcção das contas públicas portuguesas.

Segundo o reporte dos défices excessivos, enviado na última quinta-feira a Bruxelas, o Instituto Nacional de Estatística (INE) indica uma redução já anunciada pelas Finanças do défice de 3,6 para 3,3, objectivo considerado premente para o Governo. Esta redução tem, no entanto, como suporte o corte no investimento público. Uma quebra de 7,3% em relação ao ano transacto, ano no qual também se verificou um corte na despesa publica de cerca de 18%.

Apesar de cumprir as metas do défice e desta forma avançar mais rapidamente para a tão desejada consolidação orçamental, o Governo está a cortar na despesa que garante mais crescimento económico no futuro, e não na despesa corrente. Esta redução é, de facto, em investimentos como estradas ou hospitais. Há, no entanto, economistas que defendem um investimento público mais selectivo e criterioso, sublinhando o desperdício do mesmo nos últimos anos.

O dito reporte mostra ainda que o peso da dívida pública na economia não aumentou pela primeira vez desde 2000. A dívida pública estabilizou, de 2006 para 2007, nos 64,8% do PIB, consequência lógica da descida do défice orçamental que têm por base os cortes no investimento estatal.


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