Euro volta a aumentar: a resposta dos Ministros das Finanças
Daniela Guerreiro de Oliveira

A União Europeia depara-se actualmente com o problema do aumento do valor da moeda única europeia. Na próxima segunda e terça-feira os Ministros das Finanças europeus vão reunir-se a fim de debater, no Luxemburgo, o futuro da moeda única e a melhor resposta que se pode dar aos consecutivos aumentos do seu valor.
Se a principio os dirigentes europeus minimizaram a importância dos acontecimentos, agora mostram-se preocupados dado uma vez que a situação está a minar a confiança das empresas e consumidores.
A reunião
O encontro começa na segunda-feira com uma reunião dos 13 ministros da Zona Euro, presidida pelo primeiro-ministro e ministro das Finanças do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, para preparar a posição dos europeus na reunião dos ministros das Finanças do G7 que terá lugar em Washington a 19 de Outubro.
De seguida, a reunião alarga-se aos 27, assumindo Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças Português - da Presidência Portuguesa da União Europeia -, a liderança do desenrolar do debate.
A instabilidade nos mercados financeiros, o funcionamento do Pacto de Estabilidade e Crescimento e o projecto de navegação por satélite Galileo serão alguns dos temas abordados na reunião presidida por Lisboa, que não deixará de ter em atenção o desenvolvimento dos valores que o Euro tem vindo a assumir face ao dólar norte-americano.
O impacto da conjuntura internacional
O contexto internacional em que a subida do valor do euro decorre preocupa os líderes das principais instituições financeiras.
“Não aceitarei mais que consideremos normal que a Europa deva pagar as consequências dos desequilíbrios globais”, declarou o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, na passada segunda-feira, segundo a agência Lusa.
Também Jean-Claude Trichet - presidente d Banco Central Europeu - manifestou a sua preocupação sobre o impacto negativo do euro para as exportações europeias e o crescimento económico.
O comissário Europeu da Economia e Assuntos Monetários, Joaquín Almunia, já tinha afirmado no final de Setembro, em entrevista à agência Lusa, que a economia europeia não pode “pagar a factura” dos actuais desequilíbrios na economia norte-americana.
Lançada em 1999 a 1,17 dólares norte-americanos, a moeda única alcançou há poucos dias os 1,42, antes de recuar para um valor, mesmo assim, superior a 1,40. Isto agrava, sobretudo, o nervosismo dos exportadores tendo em conta o abrandamento da economia nos Estados Unidos.
Estas preocupações constituem argumentos claros a favor de um adiamento dos projectos de aumento das taxas de juro na zona euro, apesar da persistência de pressões inflacionistas em zona euro, consideram os analistas, segundo a Lusa.
Com Lusa
Foto: iStockphoto
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