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Inflação portuguesa a 2,4% em 2008, segundo relatório de Bruxelas  Enviar por email Imprimir

Daniela Guerreiro de Oliveira

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A Comissão Europeia analisou a situação económica de Portugal. O relatório de Bruxelas conhecido a 9 de Novembro agravou as previsões da inflação portuguesa. Apontou o valor de 2,4% no próximo ano, um valor que difere três décimas do aumento da função pública proposto pelo Governo, avança o jornal PÚBLICO.

Os números subiram uma décima, em relação ao anterior relatório.

Desemprego

O que continua a interessar às pessoas é a taxa de desemprego. A este nível, e com influência directa dos números da taxa de inflação, a baixa da taxa de desemprego continua a mostrar-se difícil: prevê-se que este ano se mantenha ao nível dos 8% e só no ano seguinte, em 2009, baixará para 7,7%.

Os valores apresentados por Bruxelas para este ano constituem uma revisão de três décimas em relação à cifra apresentada no relatório da Primavera e de cinco décimas face à de 2008, que era de 7,5 por cento.

Crescimento económico

O relatório não pôr, porém, em questão o crescimento económico em Portugal. O valor mantém-se nos dois por cento, segundo as previsões económicas de Outono para o período de 2007-2009. Com um aumento salarial de 2,1 por cento na função pública e de inflação de 2,4 por cento, a perda de poder de compra no sector será de três décimas em 2008.

No resto da Europa
A crise dos mercados financeiros internacionais e a desconfiança e insegurança nas condições de acesso ao crédito - ainda agravada pela instabilidade da situação futura -, provoca uma maior fragilidade na economia europeia. Neste sentido, o cenário macroeconómico para Portugal parece não estar tão penalizado como acontece para a Zona Euro, cuja previsão de crescimento económico foi cortada em quatro décimas, de 2,6 para 2,2 por cento no próximo ano, e iguala o valor de 2,1 por cento para Portugal em 2009.

Com Público

Foto: Estou na net


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