BCP: aposta nos mercados crescentes e admite união com BPI
Pedro Vasconcelos
Durante uma conferência de imprensa, o actual presidente executivo do Banco Comercial Português (BCP), Filipe Pinhal, não descarta uma futura união com o BPI e assegura que se for eleito para novo mandato irá apostar nos mercados internacionais onde é perspectivado um maior e rápido crescimento.Na conferência de imprensa marcada para anunciar a renúncia de Jardim Gonçalves de todos os casos que ocupava no maior banco privado português, decorrida esta Terça-feira (4), os jornalistas aproveitaram a ocasião para questionar Filipe Pinhal acerca de outros assentos inerentes ao BCP. Quando questionado sobre os objectivos que pretende, caso seja eleito para novo mandato, este respondeu que passa pela “concentração do investimento nos mercados que proporcionam maior retorno, […] mas também pelo investimento em Portugal”.
Depois do escândalo publicado este fim-de-semana pelo Expresso, que afirma publicamente supostas fraudes e dívidas por parte do BCP, Filipe Pinhal não afirma nem desmente, reconhecendo apenas que “Estamos abaixo, […] mas a delinear medidas para rapidamente cumprir o core tier 1′ de 6 por cento” que o seu banco se propôs, assegurando também que “tudo se mantém na disciplina de capital”.
Como não podia deixar de ser, o presidente executivo do BCP anunciou também a lista de nomes para a administração do banco a ser apresentada na próxima assembleia-geral, que decorrerá para o próximo ano, em Janeiro.
A lista, aprovada na reunião de Terça-feira (4) do Conselho Superior e subscrita por 22 accionistas nele representados, é liderada pelo próprio presidente do conselho de administração, Filipe Pinhal; e Christopher de Beck, vice-presidente; José João Guilherme, director de inovação e promoção comercial; Paulo Macedo, ex director-geral dos Impostos; Miguel Maya, actual chefe de gabinete de Filipe Pinhal, e Manuel Alves Monteiro, ex-presidente da Bolsa de Valores de Lisboa.
Na conferência de imprensa foi colocada a Filipe Pinhal uma questão quase impensável, se a fusão entre o BCP e o BPI ainda pode vir a ser uma realidade. “A fusão ainda é possível”, respondeu o presidente executivo do banco português.
Com: Publico, Expresso e Lusa
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