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Portugal na cauda da UE no salário mínimo e no poder de compra  Enviar por email Imprimir

Susana Paula

Supermercado

O poder de compra dos portugueses está 25% abaixo da média da União europeia. A Eurostat - organismo responsável pelas estatísticas oficiais da União Europeia - demonstra que o produto interno bruto (PIB) per capita português, medido em paridade de poder de compra (PPC) - indicador que permite fazer comparações internacionais -, perdeu peso face à média da União Europeia. De 76% em 2005, passou para 75% em 2006.
Entre os países que estão abaixo da média europeia, só o Chipre acompanhou Portugal nesta tendência. Por outro lado, países como Espanha, Grécia e Irlanda viram o seu PIB, medido em paridade de poder de compra, aproximar-se do referencial médio europeu.

Outros países mais ricos, como a França e a Alemanha tiveram desempenhos inversos, reduzindo o diferencial positivo que apresentam face à média dos seus parceiros comunitários. Entre os países mais pobres, do Leste europeu, houve um aumento generalizado do poder de compra.

Portugal ocupa neste momento o 19º lugar no ranking europeu, o que contrasta com o 12.º de Espanha (que em 1986 ombreava com o nosso país em matéria de riqueza).

Atrás de Portugal só é possível encontrar novos Estados-membros. Ainda assim, quatro deles, já ganharam avanço: é o caso do Chipre, Eslovénia, República Checa e Malta.

O país mais rico é o Luxemburgo, que apresenta um PIB per capita medido em PPC 180% superior à média europeia. Na cauda da Europa estão a Roménia e a Bulgária, cujos produtos representam apenas 39% e 37%, respectivamente, da média.

Diferenças no Salário Mínimo

O governo anunciou a maior subida de sempre no salário mínimo nacional – passará para cerca de 420€ no início de 2008. Mas esta medida continua a não chegar para alcançarmos a média europeia.

Também a Eurostat revela que as disparidades no salários mínimos na União Europeia mantêm-se acentuadas. Com o seu salário mínimo, por exemplo, os luxemburgueses têm um poder de compra seis vezes superior à dos letões.

Entre os dezoito países da União que dispõem de um salário mínimo, o Luxemburgo, aliás, aparece à cabeça com um valor de 1503 euros mensais.

Ainda de acordo com o Eurostat, os salários mínimos na UE estão divididos em três escalões: um patamar inferior a 300 euros, um outro onde esse valor está estabelecido entre os 400 e os 700 euros, e um terceiro onde o valor é superior a 1200 euros.

A maioria dos novos países Estados membros da UE – Lituânia, Eslováquia, Estónia, Polónia, Hungria e República Checa – encontram-se no primeiro grupo.

É de sublinhar que Malta e Eslovénia, que aderiram à União em 2004, figuram no grupo intermédio a par de Portugal - apesar de serem ordenados superiores -, Espanha e Grécia. No topo da classificação estão o Luxemburgo, a Irlanda, a Holanda, o Reino Unido a Bélgica e a França.


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