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Râguebi, o exemplo!  Enviar por email Imprimir

João Carita

«Para mim somos campeões»

Duarte Cardoso Pinto a “placar” Ionut Dimofte

Agora no final é altura de fazer um balanço e esse balanço só pode ser positivo. O primeiro jogo frente à Escócia foi importante e levou a equipa portuguesa às bocas do mundo. Contra os All-Blacks (Nova Zelândia entenda-se) respeitaram o Haka e fizeram muito boa figura diante daqueles que são o número 1 do mundo. Seguiu-se a Itália e a calma e tranquilidade dos “Lobos” enervou tanto os italianos que a diferença no marcador não foi assim tanta (31-5). Por fim contra a Roménia, entraram a ganhar (7-0 ao intervalo) e o desgaste físico “arrumou” a selecção portuguesa e deu a vitória aos romenos (14-10). Apesar da derrota, Tomaz Morais, o seleccionador nacional de râguebi, mostrou-se satisfeito e disse-o em declarações à SporTv: «Sabíamos que era um jogo duríssimo, tivemos baixas importantes, como o Vasco [Uva], o que nos deixou algo limitados lá na frente. Mas a nossa frente fez um jogo brilhante e, se tivéssemos mais bolas, podíamos fazer outro tipo de jogo. Fico triste com o resultado, mas estou contentíssimo com a equipa».

Apesar das quatro derrotas em outros tantos jogos, Tomaz Morais não poupou elogios à prestação dos seus jogadores. «Jogámos muito bem. Se treinássemos como eles [romenos] treinam, eles não tinham hipóteses nem sequer de se aproximar. Estes jogadores foram sensacionais, dignificaram o desporto português, lutaram até ao fim, fizeram tudo o que puderam. Para mim somos campeões. Tempos de fazer um balanço grande de tudo o que fizemos e lançar um novo projecto para o râguebi português», acrescentou.

A revolução no Râguebi

Joaquim Ferreira “assina” o ensaio português contra a Roménia.

Para muitos jogadores que estiveram presentes no Campeonato do Mundo, esta foi a sua última aparição com a camisola das quinas, um deles é o pilar Joaquim Ferreira, autor do ensaio português frente à Roménia, mas para Tomaz Morais não deixam saudades: «para mim não partiram, ficam no meu coração. Jamais terei saudades deles porque estarão sempre presentes».

Joaquim Ferreira, apesar da derrota, despediu-se com um brilhante ensaio conseguido ainda no primeiro tempo, mas soube-lhe a pouco. «Se calhar não acreditámos a cem por cento nas nossas possibilidades. Foi um bocado morrer na praia. Faltam-nos mais jogos a este nível para acreditarmos nas nossas possibilidades», referiu, antes de confirmar o seu adeus aos “Lobos”: «tem que ser, já são alguns anos nisto», acrescentou.

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