
Um Homem de meia - idade desce a calçada a cambalear. Vai depressa, não porque quer, mas porque não tem força que lhe permita aguentar-se nas pernas e andar mais devagar. Acaba por cair ofegante, de olhos esbugalhados, afogados num mar turvo, que empurram o seu pensamento para tudo aquilo que ele sabe que é mas não quer ser. E chora. De mágoa, de arrependimento. Chora porque está vivo e preferia não estar. Ler mais…






