Iraque em suspenso: nova estratégia de Bush só em 2007
Joana Fernandes
Apesar de ser esperada ainda antes do Natal, a nova estratégia de actuação americana em relação ao Iraque será posta em prática apenas em Janeiro porque, afirma Tony Snow, porta-voz da Casa Branca, “o presidente precisa de mais tempo.”
A Casa Branca assegura que Bush tem feito um esforço significativo no sentido de planear uma nova política a implementar no Iraque, e que o trabalho será apresentado no início do próximo ano.
“Apesar da vontade do presidente em revelar a sua nova estratégia antes do Natal, será preciso mais tempo. Trata-se de uma questão bastante complicada e há muitos aspectos a ter em conta”, declara Snow, acrescentando que “esta demora não significa uma reflexão de última hora”, uma vez que “o presidente sabe bem em que sentido deve caminhar em relação à questão Iraquiana e já deu instruções à sua equipa, quer no que diz respeito a questões militares, quer no que respeita a questões de diplomacia local.”
Esta demora desagrada a opinião pública, que se fez ouvir nas últimas eleições para o Congresso, reprovando a actuação de Bush, também neste campo: são cada vez mais os Americanos que apoiam a retirada das suas tropas de solo iraquiano.
“O presidente acredita que pondo em prática uma nova forma de actuação no Iraque será capaz de dar resposta a muitas das preocupações do povo americano, de entre as quais a mais importante é a de saber qual é o plano de Bush para ganhar.”, diz o porta-voz.
Esta Terça-Feira Bush trocou impressões – por videoconferência – com alguns dos militares mais experientes no Iraque, com o ex-Secretário da Defesa, Donald H. Rumsfeld, e com o seu substituto, Robert Gates, com John Abizaid, comandante supremo da actuação americana no médio oriente e com George Casey, chefe de comando no Iraque.
Vice-presidente Iraquiano critica actuação Americana
Al-Hashemi afirmou, em entrevista à TV Baghdad, que expressaria o seu desapontamento para com o presidente Bush em relação à forma como têm sido conduzidas as questões da segurança no Iraque. Acusou ainda o governo de não saber lidar com os ataques das milícias, expressando a sua preocupação particular com Bagdad, onde os focos de violência entre sunitas e xiitas se multiplicam: “uma actuação lenta e inadequada é o problema com que nos deparamos desde que este governo foi formado.”
Fonte: Associated Press
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