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Costa Rica aprova tratado de comércio com EUA  Enviar por email Imprimir

Susana Paula

Apoiantes do SIM do TLC

No passado Sábado (7), os eleitores faziam fila na Costa Rica para se pronunciarem sobre a adesão do país ao Tratado de Comércio Livre (TLC) com os Estados Unidos. Este foi um tema que dividiu o país em dois.

Os estudos de opinião favoreciam o NÃO, apontando uma percentagem de votos entre os 50,8 e os 55 por cento. Os apoiantes do não argumentaram durante a campanha que caso o país aderisse ao tratado, daria de bandeja às multinacionais sectores de onde o Estado recolhe receitas.
Esta área defende que o Governo “faz o jogo das multinacionais” americanas que exportam bananas e ananás, as duas principais produções, para os EUA. O receio é simples: temem que os norte-americanos inundem o mercado com produtos subvencionados.

Apoiantes do NÃO no TLC

Já os apoiantes do SIM defendiam que “virar as costas ao principal parceiro da economia costa-riquenha compromete o futuro”.

Na passada Segunda-feira a inquietação dominava os meios empresariais costa-riquenhos: “Há uma inquietação no ar. É perigoso para o país e uma desvantagem em relação aos nossos competidores directos”, temeu, à AFP, o director executivo da Câmara de Comércio, Alonso Elizondo, referindo-se aos vizinhos da América Central, como El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e República Dominicana – os países do centro americano que já aderiram ao tratado.

A vitória do NÃO seria uma derrota para o Presidente Óscar Árias, pelo seu empenho na campanha pelo SIM.

Arias vota SIM

Eleitores da Costa Rica aprovam tratado

Mas, a Costa Rica resolveu aderir ao TLC.

Quando 90% das urnas haviam sido contabilizadas, a opção pelo SIM tinha 51,7%, e o NÃO tinha 48,3%, informou o Supremo Tribunal Eleitoral, segundo dados preliminares que adianta a Reuters.

O país deve providenciar agora a adopção de um pacote de leis referentes ao acordo, que obrigará o país a abrir sua economia para empresas estrangeiras, desfazendo-se dos monopólios que mantém, como por exemplo, na área de telecomunicações.

Antes mesmo do término da contagem dos votos, o presidente do país, Oscar Arias, um dos principais cabos eleitorais pró-tratado, declarou a vitória do sim no referendo.

Anteriormente, durante a campanha, Aris chegou a afirmar que a não aprovação do acordo seria equivalente a “um suicídio colectivo dos costa-riquenhos”, cita a GLOBO.

A Costa Rica foi o único país da América Central a consultar a sua população sobre o assunto. Mas isso também porque o mandatário, no poder há um ano, foi eleito por uma curta vitória face ao principal adversário, Otto Solis, que liderava a luta contra o tratado.

Com: Público, Reuters, GLOBO, AFP.
Fotografias: Rio Negro on-line e AFP


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