Ataque suícida no Afeganistão mata mais de 50 pessoas
Alexandre Soares

Um ataque bombista contra uma delegação parlamentar no Afeganistão matou quarta-feira pelo menos 50 pessoas, segundo uma fonte oficial das autoridades provinciais. Na história do país este é o maior ataque do género.
«Registámos 50 mortos até agora, mas ainda há corpos», disse o chefe da polícia da Província de Baghlan em declarações a Reuters e acrescentou: “há corpos nas ruas que ainda não contámos e alguns dos mortos já foram levados pelos seus parentes.” Cinco deputados do Parlamento afegão estão entre os mortos, mas os números não são definitivos e espera-se que subam à medida que haja mais informações sobre os delegados e os alunos que se encontram entre as vítimas.
A delegação parlamentar visitava uma fábrica de açúcar na cidade de Baghlan quando aconteceu o ataque. O homem-bomba activou os explosivos no preciso momento em que os parlamentares entravam no edifício e em que se encontrava uma pequena multidão em torno dos deputados. O bombista deslocava-se a pé.
O ex-ministro do Comércio, Mustafá Kazemi, foi uma das vítimas. Aina a lamentar a vice-ministra da Agricultura e uma importante deputada Shukria Barakzai que ficou ferida.
Os Talibãs - que estiveram no poder até 2001, ano da intervenção norte-americana no país, - já cumpriram mais de 130 ataques este ano, numa forte campanha para destruir o governo pró-Ocidental e expulsar definitivamente os 50 mil soldados estrangeiros do país.
Muitos dos mortos eram crianças em idade escolar que estavam alinhadas para os saudar os parlamentares. «Havia quem roubasse as armas dos soldados mortos. As crianças gritavam a pedir ajuda. É como um pesadelo», afirmou um morador que perdeu duas primas, ainda meninas, na explosão. Mais um facto a lamentar: a existência de crianças entre as vítimas.
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Com Reuters e Público
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