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6 mortos em ataque terrorista no Paquistão  Enviar por email Imprimir

Pedro Peixoto Alvares

Três civis, duas crianças e um polícia foram mortos na manhã de Domingo, alvos de um ataque suicida na zona de Swat, a norte de Islamabad. O atacante era um seguidor fervoroso do clérigo taliban, Maulana Fazlullah.

Vale Swat

O ataque surgiu na sequência de uma perseguição levada a cabo pelas tropas do governo, que afirmaram terem desbravado todo o vale de Swat, incluindo a cidade de Mignora, dos combatentes pró-taliban que se haviam juntado aí.

O atacante, saindo de Matta, uma vila conhecida como albergando militantes taliban, conduzia um carro carregado de explosivos que dirigiu contra um posto da polícia situado na principal cidade do volátil vale de Swat. Ao mesmo tempo, foram encontrados três corpos decapitados na mesma vila de donde o atacante havia saído, presumíveis talibans mortos pelos civis dessa cidade.

Desde o último mês que o exército tem lançado ofensivas na zona, procurando dispersar o cerca de 5000 rebeldes reunidos pelo clérigo Fazlullah mediante a utilização de uma estação de rádio privada, tendo morto 433 em ataques envolvendo 20000 tropas, das quais 6 homens morreram. Após estes raids, e tendo sido dispersados, os militantes, apoiados pela Al-Qaeda e pelos insurgentes Taliban, têm conseguido imiscuir-se entre a população civil, permitindo-lhes organizar ataques como o perpetrado este Domingo.

Os tumultos provocados por insurrectos terroristas têm servido razões para a imposição do estado de emergência no país, decretado pelo presidente Pervez Musharraf, opção que tem sido alvo de críticas ferozes por parte da oposição e dos observadores internacionais.

Maior fortaleza Taliban do Afeganistão atacada por tropas aliadas

Horas antes do ataque suicida em Swat, Paquistão, um batalhão de 6000 homens, entre americanos, ingleses, soldados da Nato e do Exército Nacional Afegão, tomava de assalto aquela que é tida como a maior fortaleza Taliban no Afeganistão.

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Na cidade de Musa Qala, na província de Halmand, aquela que é considerada como tendo a mais forte presença Taliban em todo o Afeganistão, 2000 membros aí refugiados foram tomados de assalto, num ataque que vinha sendo planeado há já meses atrás contando com as posições bem defendidas, os campos de minas e a artilharia anti-aérea que era sabida estar em posse dos rebeldes.

Para o coronel Richard Eaton, porta-voz das forças de halmand, o objectivo do ataque, perpetrado sob a protecção aérea da aviação norte-americana, “é ganhar a confiança das pessoas de Halmand. O seu apoio é o prémio. Elas têm a escolha de viver sob um regime democrático livre ou sob a tirania Taliban”,

Para os Taliban, Musa Qala funciona como um núcleo de produção e distribuição de droga, sobretudo ópio, e o ataque visa diminuir o seu poder económico e a sua influência numa altura, como a do Inverno, em que as suas reservas tendem a aumentar. Como resposta, os militantes Taliban têm vindo a atacar zonas limítrofes à região de Halmand, com o propósito, desmascarado pelas tropas da Nato, de desviar as atenções de Musa Qala, cidade que, depois de conquistada pelas tropas inglesas no ano passado, foi entregue à responsabilidade das forças afegãs, apenas para se ver, passados quatro meses, novamente tomada pelos Taliban.

Este último ano, considerado o mais sangrento desde a invasão americana do Afeganistão, em 2001, já viu morrer 6200 pessoas.

Fontes: Reuters, BBC, The Guardian.


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