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Morte de Bhutto lança onda de violência no Paquistão  Enviar por email Imprimir

Susana Paula

Apoiantes do PPP manifestam-se contra morte de Bhutto

O Partido do Povo Paquistanês (PPP), partido de Benazir Bhutto, acusou o governo de Pervez Musharraf do assassinato da sua líder, no que considerou uma tentativa de abafar a oposição dias antes das eleições, marcadas para 8 de Janeiro.

Na passada sexta-feira (28), o porta-voz do ministro do Interior, Javed Iqbal Cheema, afirmou numa conferência de imprensa: “temos provas de que indicam que o líder da Al Qaeda Baitullah Mehsud está por detrás do assassinato de Bhutto”. Esta declaração tinha como objectivo desmentir a acusação do PPP.

Paquistaneses ligados à Al Qaeda negaram estar por detrás da anterior primeira ministra com 54 anos. O PPP dispensou estas declarações oficiais, afirmando que não existem provas que evidenciem que a administração do President Pervez Musharraf tentou proteger Bhutto.

Sherry Rehman, um dos porta-vozes do PPP, avança que Bhutto foi alvejada na cabeça.

Contudo, um porta-voz de Mehsud citado pela Reuters desmentiu a acusação: “Eu recuso-me a aceitar esta acusação. Nós não atacamos mulheres”.

O apoio dos EUA

Bhutto regressou a casa depois do exílio em Outubro, esperando voltar a ser primeira-ministra pela Terceira vez. Escapou de um ataque suicida que matou 140 pessoas. O governo de Musharraf atribuiu culpas à Al Qaeda.

Washington encorajou Bhutto, relativamente liberal nos parâmetros paquistaneses e uma oponente da militância Islâmica e da violência. A sua morte enfraquecer as esperanças norte-americanas de um acordo de poder entre ela e Musharraf.

O presidente George W. Bush apressou os Paquistaneses a prestar homenagem à memória de Bhutto, continuando com as eleições.

Protestos e onda de violência por todo o Paquistão sucedem morte de Bhutto

Protestos dos apoiantes de Bhutto

Protestos contra a morte da líder da oposição continuaram por todo o país, com milhares de cidadãos a demonstrar o seu desgosto.

Na cidade de Lahore, no oeste do país, cerca de 10.000 protestaram, cantando “Vai-te embora, Musharraf, vai-te!” e queimando pneus. Noutro ponto do país, afirma a Al Jazeera, homens armados assassinaram um apoiante de Bhutto, bem como as forças de segurança que também alvejaram outros dois activistas do PPP.

Pervez Musharraf pediu às forças de segurança que usassem “todas as medidas” para impeder a violência, exigindo aos chefes de segurança do Governo sábado (29) que terminassem com os motins, afirmando que estas situações têm de ser resolvidas “com firmeza” para que a “segurança do povo paquistanês se mantenha”, cita a AFP.

Os números desta onda de violência apontam 40 mortos.

Apoiantes de Bhutto choram a sua morte

Com: Reuters, Al Jazeera, BBC, AFP.
Imagens: Reuters


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