Bush apresenta plano para evitar recessão da economia americana
Gonçalo Dias

Foi na passada sexta-feira que o Presidente norte-americano, George W. Bush, anunciou um plano que procura contrariar os receios de recessão na maior economia mundial. Envolvidos estão 140 mil milhões de dólares (95 mil milhões de euros) num projecto que deverá assentar no alívio da carga fiscal. A ser futuramente aprovado pelo Congresso, o plano foi já criticado pelos candidatos presidenciais Barack Obama e Hillary Clinton, considerando-o insuficiente. Desconfiança que se alastrou às principais bolsas americanas ao encerrarem em baixa.
Os valores envolvidos neste esboço ilustram bem a ameaça de recessão que paira sobre a economia americana. 140 a 150 mil milhões de dólares é a quantia traçada pelo executivo de George W. Bush para pôr um travão na crise que o sistema financeiro norte-americano atravessa. Bush alerta que o “Congresso e a Administração devem trabalhar em conjunto para aprovar o quanto antes um plano de estimulação económica”.
O plano a ser apresentado ao Congresso assenta, em traçoes gerais, numa descida de impostos, aumentando o rendimento disponível dos particulares, e em incentivos fiscais às empresas para que não deixem de investir.
Entretanto na ala democratra, os candidatos á Casa Branca, Hillary Clinton e Barack Obama, temem que a iniciativa de bush possa vir a ser insuficiente. Obama declara que o “plano deixa de fora dezenas de milhões de trabalhadores e pessoas idosas que mais necessitam de ajuda, e que têm mais possibilidades de gastar e reactivar a nossa economia”. Hillary segue a mesma toada. ” O plano de Bush negligencia 50 milhões de americanos que mais necessitam de uma medida para levantar a economia”, afirma.
Também os mercados accionistas norte-americanos se mostraram pessimistas quanto à eficácia do projecto, ao encerrarem em baixa, contribuindo para a queda semanal mais acentuada desde há 5 anos.
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