IPO de Lisboa pode ir para Oeiras
Nádia Dinis

A possibilidade de transferir as instalações do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa para terrenos do concelho de Oeiras está em discussão, e tem gerado polémica na arena política pré-eleitoral.
O ex-presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, afirmou, em declarações ao Rádio Clube Português, que “Lisboa perdeu o IPO, porque não tem terreno disponível.”
Carmona acrescenta que “não é fácil arranjar num município como Lisboa sete hectares de terreno disponíveis para uma construção.”
O ministro da educação, Correia de Campos, anunciou em Setembro passado, que o actual edifício – junto à Praça de Espanha - apresenta “limitações físicas”, pelo que o Governo estava a procurar um terreno dentro ou fora do concelho de Lisboa para transferir as instalações do IPO.
Contudo, e de acordo com uma nota divulgada na semana passada, não há ainda uma decisão em relação a este assunto.
Ainda assim, os candidatos à presidência do município já se fizeram ouvir.
António Costa, candidato socialista, declarou ao Público que “se há um equipamento público que está em risco de sair da cidade e os concelhos limítrofes dão terrenos e infra-estruturas, a Câmara, que é o maior proprietário da cidade de Lisboa, tem de investir e tem de ceder terrenos.”
O candidato social-democrata, Fernando Negrão, afirmou (também ao jornal Público), que é preciso travar o Governo, impedindo que esta instituição seja transferida para fora da cidade. Assim, Fernando Negrão já prometeu “batalhar para que o IPO não saia de Lisboa.”
Isaltino Morais, autarca do município de Oeiras sublinhou, ao longo do discurso de comemoração do Dia do Município, que a Câmara tem um terreno no valor de 12,5 milhões de euros, mostrando-se disponível para o ceder para a construção de uma unidade hospitalar.”
Morais acrescenta que “se se der uma mudança na opinião do governo”, o município de Oeiras não poderá ser responsabilizado pelo cancelamento do projecto.
Com Público, Sol, Lusa, Jornal de Notícias online
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