Museu Berardo: abertura com enchente e demissão de Mega Ferreira
Rui Catalão
Os primeiros dias do Museu Colecção Berardo têm sido um verdadeiro sucesso. O espaço do Centro Cultural de Belém, com 248 das 862 obras contempladas no contrato entre Joe Berardo e o Ministério da Cultura, recebeu já mais de 30 mil visitas.
Mas nem tudo foi motivo de satisfação para o comendador. Joe Berardo afirmou à Lusa que António Mega Ferreira, até então Presidente da Fundação Colecção Berardo, “nunca fez nada pelo Museu Colecção Berardo e só criou dificuldades” à sua instalação no CCB, instituição da qual também é presidente.
Após estas declarações, Mega Ferreira enviou uma carta ao comendador Berardo, pedindo-lhe a demissão do cargo ocupado na Fundação Berardo, apesar de se manter como membro do Conselho de Fundadores. O presidente do CCB afirmou também - ao semanário Expresso - que o CCB “não tem literalmente qualquer espaço expositivo” desde a inauguração do Museu Berardo.
Contudo, a polémica que tem envolvido estas duas figuras não tem feito esmorecer o interesse geral nas obras expostas no Centro Cultural de Belém. Como tal, a entrada no museu será gratuita até domingo, situação que aumentará com certeza em grande medida o saldo de visitantes da recém-inaugurada exposição.
A exposição permanente do Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea, organizada pelo director artístico, Jean-François Chougnet, é composta por sete núcleos e inclui obras de Picasso, Marcel Duchamp, René Magritte, Joan Miró, Francis Bacon, Andy Warhol, Paula Rego, Vieira da Silva, Jorge Molder, Pedro Cabrita Reis, Rui Chafes e Helena Almeida, entre outros.
Informações de SIC e Público.
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