CGTP pede 5,8 por cento de aumento para o salário mínimo
Ana Sofia Covas

A CGTP reivindica um aumento de 5,8% para o Salário Mínimo Nacional (SMN), devendo este passar para os 426,5 euros por altura de Janeiro de 2008. O objectivo é que se atinjam os 500 euros em 2011.
Este valor faz parte do caderno reivindicativo da CGTP para 2008, e foi definido pelo Conselho Nacional (CN) da CGTP e apresentado em conferência de imprensa pelo seu secretário-geral, Manuel Carvalho da Silva, que diz ser necessário aumentar substancialmente os salários mais baixos do país. No entanto, tal como já tem vindo a ser feito nos últimos anos, a CGTP não definiu metas a alcançar no que respeita aos restantes salários, deixando isso ao critério dos seus sindicatos, que, em termos da contratação colectiva, conhecem melhor as condições do sector específico que representam. Carvalho da Silva disse, no entanto, que não deixa de haver referencial” para os aumentos salariais, visto que “grande parte dos portugueses ganham salários muito baixos, por isso devem ter um aumento muito próximo do aumento que o SMN venha a ter”. Por outro lado, O CN da CGTP definiu ainda que a melhoria dos salários em 2008 deve basear-se numa repartição mais equilibrada do rendimento entre o capital e o trabalho, devendo ser assegurado o crescimento real dos salários, nunca esquecendo o agravamento do custo de vida, a produtividade e a tentativa de aproximação à média da União Europeia 15.
As reivindicações da CGTP para 2008 prevêem ainda , entre outras, o combate ao desemprego e à precariedade, a aplicação do direito à formação, o respeito pelos direitos dos trabalhadores e a melhoria da segurança social.
Carvalho da Silva disse aos jornalistas que o caderno reivindicativo agora apresentado é reduzido porque a central pretende aprovar uma “Carta Reivindicativa”, mais global, no seu XI Congresso, que se realiza de 15 a 16 de Fevereiro de 2008.
Com Público, DN, Lusa, TSF
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