Marques Mendes e Luís Filipe Menezes prosseguem campanha para as directas
Rui Catalão
Os principais candidatos à liderança do Partido Social Democrata prosseguem os seus esforços para a angariação de apoiantes. As eleições directas estão agendadas para 28 de Setembro e prometem agitar o PSD, principal partido da oposição ao governo.
“Temos de ir buscar o ADN do PSD”
Marques Mendes, actual presidente do PSD, acredita na força da génese do partido. “O PSD é o melhor partido português. E temos de ir buscar o ADN do PSD que é a sua ambição. Estou neste combate para ganhar e para governar Portugal”, argumenta.
Num discurso feito em Braga, Mendes afirmou que com a vitória do PSD em 2009 “Portugal voltará a ser apontado como exemplo de sucesso e não de falhanço na Europa”. Para o líder laranja, “a situação económica e social, as desigualdades, o desemprego elevado não podem ser fatalidades”, pelo que considera que o problema está no governo e, mais concretamente, no primeiro-ministro José Sócrates.
“Quero primeiro as autárquicas, para depois ganharmos as legislativas”
Já Luís Filipe Menezes procurou salientar outro aspecto que considera essencial ao crescimento do partido em 2009. Para o candidato à presidência do PSD, o calendário ideal para o PSD seria chegar ao governo após as autárquicas, ou seja, derrotando em primeiro lugar o PS localmente e assim comprovando as fragilidades que lhe reconhece. “Eu quero primeiro as autárquicas para, com os nossos presidentes de Câmara, infligir uma grande derrota ao Partido Socialista para depois o PS ter de prestar contas com a derrota às costas e ganharmos as legislativas”, confessou Menezes em Torres Vedras.
O principal opositor de Marques Mendes afirmou esperar sensibilidade da parte do Presidente da República, acreditando assim que Cavaco Silva terá em conta ao “apelo do maior partido da oposição” e agendará as eleições autárquicas para uma data anterior às legislativas.
Qualquer um dos candidatos, ao longo dos seus discursos, não mencionou directamente o seu opositor. Ainda assim, Menezes deixou escapar, referindo-se a matérias judiciais, que consigo na liderança “não haverá um pacto com o PS nem de Justiça nem de nada”.
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