Ota quer contrapartipas pela perda de aeroporto
Joana Costa Dias
O anúncio da construção do novo aeroporto em Alcochete gerou várias reacções: a sul do Tejo, festeja-se, a norte organiza-se um “caderno reivindicativo” que exige contrapartidas ao governo pelo abandono do projecto na Ota.
Cerca de uma centena de presidentes de Câmara dos distritos de Santarém, Leiria e Coimbra estão a preparar um documento para entregar ao chefe de Governo, José Sócrates, onde reivindicam compensações pelo facto do Governo ter optado por construir o futuro aeroporto internacional de Lisboa em Alcochete, abandonando a Ota.
As principais exigências são a ligação ferroviária destas três cidades ao novo aeroporto, e a finalização de troços rodoviários prometidos há vários anos. Em análise, está também a hipótese de pedidos de indemnização, motivados pelo facto de que durante os últimos 17 anos o desenvolvimento urbanístico e empresarial esteve estagnado devido a restrições nos Planos Directores Municipais.
Na conferência de imprensa em que foi anunciada a construção do novo aeroporto em Alcochete, José Sócrates garantiu que a região da Ota terá compensações “através de um programa que o Ministério das Obras Públicas poderá desenvolver em contacto com os autarcas da região”.
Na margem sul, a população mostra-se satisfeita com a chegada do novo aeroporto, que fez disparar a especulação imobiliária quase para o dobro.
Artigos relacionados:


