
No centro de Lisboa, bem perto dos jardins da Gulbenkian, um apartamento. Tipicamente lisboeta, escuro, apesar das janelas altas. A sala, pintada de verde, não amplifica a pouca luz que vem da janela, pouco depois das quatro da tarde. O que dá luz ao apartamento são os livros. Livros por toda a parte. Empilhados desordenadamente, ora deitados, ora em pé, ora de uma qualquer maneira. Quem os arrumou sabe onde estão.
Milhares de fotografias também iluminam a casa. Alice Vieira aparece em quase todas. Alice com um amigo, Alice com outro amigo, Alice e outro. Alice com os netos. Alice com os filhos. Enfim, Alice Vieira entre os livros. Alice entre os amigos. Ler mais…