
No centro de Lisboa, bem perto dos jardins da Gulbenkian, um apartamento. Tipicamente lisboeta, escuro, apesar das janelas altas. A sala, pintada de verde, não amplifica a pouca luz que vem da janela, pouco depois das quatro da tarde. O que dá luz ao apartamento são os livros. Livros por toda a parte. Empilhados desordenadamente, ora deitados, ora em pé, ora de uma qualquer maneira. Quem os arrumou sabe onde estão.
Milhares de fotografias também iluminam a casa. Alice Vieira aparece em quase todas. Alice com um amigo, Alice com outro amigo, Alice e outro. Alice com os netos. Alice com os filhos. Enfim, Alice Vieira entre os livros. Alice entre os amigos. Ler perfil…

Vai agora a caminho dos 33 anos. Nasceu a 14 de Julho de 1974, no Porto, mas cedo veio para Lisboa, onde actualmente vive, no Chiado. É o filho mais velho do falecido líder do CDS Francisco Lucas Pires e da jurista Teresa Almeida Garrett. Do antepassado Almeida Garrett, arrisco-me a dizer, terá herdado a ‘queda’ para a escrita, o ‘bichinho das letras’. Escreve contos, romances, teatro, argumentos para cinema. Realiza curtas-metragens e a primeira longa-metragem chegará em breve. Chama-se Jacinto Lucas Pires. Ler perfil…
Ele é um sorriso. Um artigo definido. Uma promessa cumprida letra por letra, ponto por ponto, em livro. Em livros. Na música. Nos palcos. Pelo mundo. A singularidade das letras que arruma em estórias já não ecoa só aqui. Escreve livros que chegam para lá das fronteiras. E escreve como quem respira: sem conseguir parar. Os amigos dizem-no fiel, atencioso, directo e franco. José Luís Peixoto é um olhar tímido. Um esgar de simpatia. É uma caneta itinerante. De perfil, uma viagem no alentejano de olhos no mundo. Ler perfil…

São onze da manhã. Na estação do metro da Quinta das Conchas, um ruído ensurdecedor anuncia a chegada das composições. As portas abrem-se. Um rosto queimado pelo sol surge no meio da multidão. Olhos sonhadores. Ar descontraído. Gonçalo Cadilhe confundem-se entre os demais, na simplicidade de um passageiro que cumpre uma rotina diária. Com uma bolsa castanha gasta pelo tempo e roupas despojadas de símbolos e marcas, passa despercebido aos olhares dos transeuntes preocupados com as tropelias do quotidiano. O seu sorriso descontraído denuncia um percurso pessoal marcado por conquistas e vitórias. Cumprindo cada dia o seu sonho, Gonçalo aguarda ainda o dia em que a primeira e derradeira viagem se concretize. Ler perfil…

Em pequena, enquanto sonhava em ser modelo ou hospedeira, não adivinhava que aos 12 anos chegaria “o bichinho da corrida”, a fazê-la sentir que seria esse o seu caminho, começado numa brincadeira de correrias que acabaria por passar muitas vezes pelo pódio.
Naide diz que a lembrança da primeira competição está longe, “já lá vão muitos anos” e que tudo começou por brincadeira, “para estar com os amigos”. Ler perfil…