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A Igualdade da Diferença

Tudo aquilo que é diferente causa estranheza, medo…restringe a nossa capacidade de interagir com o que nos é dissemelhante. A formação dos cidadãos é pautada por estereótipos e por padrões de normalidade, nos quais nem todos os indivíduos se inserem. A maioria sobrepõe-se sobre os grupos minoritários, que lutam por mais oportunidades e por uma igualdade de direitos. Defendem que diferente não deve ser encarado como anormal e que os diferentes tipos de discriminação (racial, sexual, cultural, socio-económico, etc. ) devem cessar, já que a humanidade deve estar à frente de qualquer outro atributo de que um cidadão possua . Num dos workshops realizados na “Festa da Diversidade e da Igualdade de Oportunidades”, Pascal, a mentora de um projecto inovador para crianças com deficiências mentais, referiu que “o normal é ser diferente”.
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“Burgher King Lear”

Burgher King Lear

Era já tarde quando abriram o espaço para deixar entrar o público. Ali, na outra margem do Tejo, a noite estava quente e pronta para apresentar mais uma peça do Festival de Almada - Burgher King Lear. É a história de um pai e das suas três filhas. É a história de um homem que é rei e que sente cansado, velho. É a história de um homem que pede às suas filhas que lhe digam qual delas o ama mais e em troca da sua confissão dar-lhes-á um terço do seu reino.

Integrada no Festival de Almada, Burgher King Lear deliciou o público e O Amador esteve lá no passado dia 10 do mês corrente. Ler reportagem…

FESTIVAL DE ALMADA 2007

Festival Almada

O Festival Internacional de Teatro de Almada integra, há quase 25 anos, o calendário das grandes iniciativas culturais realizadas em Portugal e a 24ª edição está a chegar e inclui música, dança, teatro, cinema, exposições, workshops, debates e colóquios. Entre os dias 4 e 18 de Julho, as representações provêm dos mais variados cantos do mundo – Argentina, Bélgica, Chile, Colômbia, Espanha, França, Itália, Lituânia, Noruega, Vietname, Portugal – tentando mostrar as suas diferentes culturas. Ler reportagem…

All stars ‘07: um jogo com uma causa social

Entraste com quem?”, pergunta uma criança. “Com o Ibrahimovic”, responde-lhe o amigo. “Eia que sorte! Ele é bué da alto!”

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Entusiasmo. Para as crianças que acompanharam a entrada dos jogadores, o ALL Stars 2007 foi emocionante. Mas também o foi para as crianças e jovens de risco apoiados pelo Movimento ao Serviço da Vida (MSV). Foi por elas que Figo juntou tantos jogadores. Afinal, as receitas do jogo revertiam para a construção de um centro de acolhimento temporário. Uma casa. Para eles.
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Operação Nariz Vermelho: palhaços de bata branca

Hospitalhaços

Há oito anos que as terças e quintas-feiras são dia de visita dos Doutores Palhaços à pediatria do hospital D. Estefânia. Uma luz cheia de alegria e esperança que ajuda a melhorar o dia-a-dia das crianças hospitalizadas.

Quando um palhaço e uma criança se encontram, criam um mundo paralelo, de brincadeira, imaginação, liberdade e de inversão da realidade. Constroem uma linguagem própria, que consegue transformar toda realidade e o ambiente que os rodeia. Ler reportagem…

Uma história na Feira do Livro

Feira do Livro de Lisboa

Feira do Livro 2007: depois de dois dias de chuva, o sol espreitou envergonhado.
Eram 3 horas da tarde de Sábado e nas bancas verde, rosa, azul ainda não se notava qualquer movimento.

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CAIS: PONTO DE PARTIDA PARA NOVAS VIAGENS

CAIS - para uma ética da comunicação

Cais (s/m): plataforma fixa de embarque e desembarque. Ponto de chegada, ponto de partida.

É difícil ficar indiferente à pobreza, à exclusão social, à marginalidade, ao desespero de quem não tem um lugar para onde voltar ao fim do dia; de quem não tem direito aos direitos mais básicos de subsistência. É difícil ficar indiferente mas é ainda mais difícil agir.

Os telejornais pintam a cena: tudo se resume a umas quantas histórias de vida que nos comovem profundamente mas que nada trazem de novo e de útil à resolução do problema.
Promovem a “caça ao culpado”. E nós? Culpamos o sistema, o governo, os próprios marginalizados. Culpamos o mundo e no fundo não culpamos ninguém. Pocuramos apenas resolver ou esconder situações demasiadamente pontuais. Porque é feio ter pena. Ler reportagem…

Os últimos baleeiros

Vista da casa do tio Eurico

No mar bonançoso distinguem-se dois pequenos botes – barcos estreitos e longos que se movimentam à vela, pela força do vento, ou a remos, pela força dos homens. Cada qual com sete homens. Ao seu lado, um vulto desenha no céu uma sombra negra com o seu corpo gigantesco: é um cachalote. Um dos botes, mais perto da baleia, ostenta um homem à proa que com um arpão na mão hesita em desferir o golpe fatal. São homens do Pico, assim como o bote. Alguém grita: “Ameia esse bote que as minhas mãos não vão aí mas o arpão vai!” É Eurico, um jovem de S. Jorge, que, no outro bote, se prepara para arpoar a baleia. Mas o bote do Pico adia o fim que o destino já traçou para aquele animal, insistindo intrometer-se entre o bote de S. Jorge e o cachalote. Eurico “era afoito” e, de um salto, larga o remo, chega-se à proa, lança o arpão e, “mesmo por cima do outro bote”, não falha o alvo – “Nunca vi um Homem chegar-se à proa como eu cheguei.” Zézinho da Luz tem em si a ponderação da idade e adverte Eurico. No bote vizinho, o arpoador prepara-se para com uma faca, a mesma que estava sempre à proa para o caso do bicho mergulhar e os quisesse arrastar consigo, cortar a linha. Eurico apercebe-se e ameaça ”não cortes a linha que eu despedaço-te a cabeça toda.” Ler reportagem…