João Lagos e ASO estudam nova prova este ano
João Carita

A João Lagos Sports e a ASO, responsável pela organização do Dakar, estão a estudar a realização de uma prova ainda este ano e possivelmente envolvendo Portugal, por forma a “compensar” os patrocinadores pela anulação do Lisboa-Dakar de 2008.
«Estivemos a estudar a possibilidade de organizar uma prova antes do Dakar 2009, num sítio qualquer, para compensar os patrocinadores. Obviamente que irei reclamar o protagonismo de Portugal», referiu João Lagos em declarações à Agência Lusa, referindo-se à reunião de sexta-feira, em Paris, com os responsáveis da Amaury Sports Organisation (ASO).
Lagos mostrou-se ainda confiante na continuação da prova-rainha do todo-o-terreno mundial nos moldes dos últimos anos, lembrando que se trata mesmo de uma «obrigação para com os países africanos». No entanto, admite que «os franceses continuam com dúvidas de que não haja uma reincidência».
«Ainda não há decisão, mas será tomada a breve trecho e acho que ainda teremos uma palavra importante a dizer», acrescentou o grande responsável por trazer a partida do Dakar para Portugal, que se congratulou também com o papel assumido pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado.
«Acho que a posição do ministro Luís Amado só reforça a posição do Estado. O Governo, através do ministro Pedro Sousa Pereira, também esteve a meu lado, no CCB, quando anunciei a partida do Dakar’2008 e a de 2009. A única leitura possível do facto de o Dakar ter sido incluído na agenda da reunião dos 5+5 [países do Sul e do Norte do Mediterrâneo] é a de que o ministro Luís Amado apoia a realização do Dakar em África, porque isso é importante para os países africanos», referiu.
João Lagos voltou ainda a recusar a aventada a hipótese de falência da sua empresa, a Lagos Sports. «Isso está completamente afastado. Não tem ponta por onde se lhe pegue. Só se atirassem para mim a responsabilidade de coisas que não tenho. Não fui eu que anulei o Dakar’2008 e os patrocinadores estão completamente solidários connosco. Era o mesmo que Portugal ser obrigado a pagar as contas da Guerra do Iraque», defendeu.
A terminar, Lagos não escondeu a estranheza com a importância dada pelo Governo francês ao incidente que originou a morte de 4 turistas franceses na Mauritânia, dias antes do arranque da prova, e que esteve na origem do cancelamento do Dakar deste ano.
«Roubos junto a multibancos há todos os dias em todo o Mundo. Não sei qual a relação que isso pode ter com o Rali», concluiu.
* Com Lusa
Artigos relacionados:


