Portugal diminuiu as infecções por VIH entre toxicodependentes
Susana Paula

Portugal diminuiu as infecções por VIH entre toxicodependentes em cerca de um terço, durante os últimos quatro anos. Segundo um relatório do passado mês de Maio da agência da ONU para a SIDA, os toxicodependentes infectados passaram de 1.247 para 857.
Os diagnósticos de VIH entre os consumidores de drogas por via intravenosa representaram em 2005 menos 31% do total das infecções registadas em 2001, refere o mesmo estudo.
Segundo a agência da ONU para a Sida estes resultados denotam a “evidente eficácia dos programas de redução de riscos para controlar as infecções por VIH” entre este segmento da população.
A ONUSida estimava, no mesmo relatório, que a Sida atinjiria 32 mil portugueses, números acima dos indicados nos últimos dados do Centro de Vigilância Epidemiológica de Doenças Transmissíveis (CVEDT) do Instituto Nacional Ricardo Jorge, que, até Junho de 2006, registava 29.461 infecções por VIH/SIDA.
Destas, 13.426 notificações (45,5%) correspondiam a toxicodependentes enquanto o número de casos associados à infecção por transmissão sexual heterossexual representa o segundo grupo com 36,9% cento dos registos e a transmissão sexual homossexual masculina apresenta 11,8% dos casos.
O relatório da ONUSida destaca as relações homossexuais masculinas como a principal causa de infecção por VIH/Sida, apesar deste ser o terceiro grande motivo em Portugal.
O CVEDT do Instituto Ricardo Jorge recebeu, entre 1 de Janeiro e 30 de Junho de 2006, 1.173 notificações de casos de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana.
Destes, 465 casos são de Sida, 119 sintomáticos não-Sida e 589 portadores assintomáticos.
O total acumulado de casos de Sida em Junho de 2006 era de 13.167, dos quais 443 causados pelo VIH2 e 184 casos que se referem a infecção associada aos vírus VIH1 e VIH2
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