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Novos tipos de turismo  Enviar por email Imprimir

Susana Paula

Katrina - turismo de catástrofe

Turismo já não significa somente passar algum tempo de férias na praia, no campo, no estrangeiro ou na neve. Existem cada vez mais tipos de turismo, desde rotas de drogas a rotas sexuais. O turismo de guerra, das catástrofes, o turismo virtual e o naked hiking (caminhadas/passeios na natureza nus) são alguns destes novos tipos de turismo.

O turismo de guerra ficou conhecido com uma fotografia premiada que demonstrava um grupo de jovens, dentro dos parâmetros de moda ocidental, de óculos escuros, num descapotável vermelho. Estavam na zona de conflito Líbano-Israel e olhavam para a paisagem de destruição.

O conceito de turismo de guerra está patente nesta imagem, mas, na verdade, os jovens que a compõem não eram turistas: tinham fugido quando os conflictos explodiram e estavam de regresso a “casa”.

A crise do ano passado entre Israel e Líbano lançou este tipo de turismo: para conhecer a região em guerra, vários europeus viajaram até lá, foram turistas no contexto de guerra. Estes turistas consideraram, contudo, esta zona desinteressante. Aconselham o Afeganistão ou Baghdad.

Turismo em contexto de guerra

No mesmo sentido deste tipo de turismo surge o turismo de catástrofe: consiste em viajar para uma área onde tenha ocorrido um desastre natural por curiosidade. Iniciou-se com o furacão Katrina. Foram iniciadas viagens turísticas de autocarro aos bairros mais danificados. Este turismo não só foi considerado pouco ético pelas famílias das vítimas como interferiu nas acções de limpeza de destroços na área destruída de Nova Orleães.

Por outro lado, algumas das comunidades da área devastada deram as boas vindas a este negócio. Afinal, a divulgação da dimensão trágica desta catástrofe natural pode chamar apoios económicos para a recuperação da área.

Para quem não gosta de emoções fortes, o turismo virtual é o típico “mundo à distância de um click”. A ideia é simples: conhecer o mundo recorrendo apenas a múltiplos suportes digitais. Através de, por exemplo, o Google Earth, que já permite ver as fotografias dos locais mais remotos do mundo, o turista virtual explora e conhece o mundo sem viajar fisicamente – sem sair de casa.

Por fim, e opondo-se um pouco ao turismo virtual, o turismo “a nu”. Naked hiking (caminhar nu) é a expressão anglo-americana que designa os passeios no seio da natureza, feitos por pessoas que estão nuas. Os vários nudistas e/ou naturistas passeiam pela natureza, por entre recantos naturais desconhecidos, completamente nus. O objectivo é obter um maior contacto com a terra-mãe – mas sem esquecer as botas de caminhada e a mochila às costas.

Naked Hiking - Turismo a nu

Da mochila nenhum destes turistas se esquece, só os virtuais.


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