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Não fumadores correspondem a um quinto das mortes associadas ao tabaco  Enviar por email Imprimir

Susana Paula

Cerca de 2.500 das 12 mil mortes registadas em Portugal devido ao tabaco, em 2005, foram de não fumadores, segundo cálculos do autor de uma petição sobre os perigos do fumo passivo.

Paulo Carmo, um engenheiro informático de 33 anos, transpôs para a realidade portuguesa os dados de um estudo da Sociedade Espanhola de Epidemiologia que diz que 1 em cada 5 mortos por doenças associadas ao tabaco é fumador passivo.

“Em Portugal, em 2005 registaram-se 12 mil mortos por doenças associadas ao tabaco, um quinto das quais - 2.400 - morreram por inalar fumo em segunda mão”, disse à Lusa Paulo Carmo, que entregou no Parlamento uma petição com 8.500 assinaturas para alertar para os perigos do fumo passivo.

Um estudo divulgado segunda-feira em Lisboa estima que o tabaco foi responsável por 12.615 das 108 mil mortes registadas em Portugal em 2005.

O cálculo dos riscos nos fumadores activos é evidente. O cálculo dos riscos está feito. Por exemplo, um fumador tem uma probabilidade de ter um cancro do pulmão 23 vezes superior à de um não fumador; se for mulher, o risco é um pouco menor (13 vezes superior); mas se nunca se tivesse fumado em Portugal, num só ano — e os dados que serviram de base ao estudo reportam-se todos a 2005 — teria havido menos 12.615 mortes (11,7 por cento do total). Se todos os portugueses tivessem deixado de fumar nesse ano, a diminuição do número de óbitos tinha sido de 6220, isto porque o risco de doença não desaparece assim que cessa o hábito.

Para mais informação leia a entrevista “A arma principal é a força de vontade” com o Prof. Fernando Pádua. Um exclusivo d’O Amador.

Com: Lusa, Público.


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