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“A Evolução do Serviço Público de Televisão”  Enviar por email Imprimir

Margarida Duarte

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A Evolução do Serviço Público de Televisão” foi o mote para a terceira Conferência Internacional organizada pela RTP este ano, no âmbito das comemorações dos seus 50 anos.Esta conferência realizou-se no passado dia 18 de Outubro e teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian.

A sessão de abertura não descurou a pompa e circunstância próprias da ocasião, sendo presidida pelo Ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva. Estando também presentes o presidente da Administração da RTP, Almerindo Marques e o Presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), José de Azevedo Lopes.

O Objectivo desta conferência passou pela análise dos diferentes modelos nacionais de serviço público audiovisual e debater a sua evolução futura, num contexto digital. Todas as intervenções visaram abordar questões relativas à evolução e tendências do serviço público de televisão, aos objectivos e obrigações do serviço público de televisão, à produção e programação e às evoluções tecnológicas que desafiam a televisão pública na Europa.

Ao longo do dia, passaram pelo auditório 2 da Gulbenkian, os mais altos cargos da RTP. Pedro Jorge Braumann, director da RTP moderou o primeiro debate do dia intitulado “O Mercado Televisivo na Europa e os Novos Desafios do Serviço Público de Televisão”, que teve como único interveniente um representante do Observatório Europeu do Audiovisual, André Lange, reconhecido especialista nesta área.

Seguiram-se quatro mesas redondas com oradores portugueses e estrangeiros onde se debateram variados assuntos ligados ao Serviço Público.

Armando Costa e Silva, Administrador da RTP, presidiu o primeiro círculo de discussão, “Objectivos e Obrigações-O Novo Quadro Legislativo Nacional e Internacional”. O moderador foi Joel Frederico da Silveira, Presidente do CIMDE e Professor da ESCS, sendo o debate constituído pela Directora do Departamento Jurídico da UER, Jane Vizard, pelo juiz e professor universitário, Pedro Garcia Marques e pelo deputado e também professor Alberto Arons de Carvalho.
Dado o atraso já de uma hora, a sessão foi mais rápida do que se previa e o esperado debate não chegou a acontecer, apenas cada orador expôs as suas opiniões.

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Às 14:00 iniciaram-se os trabalhos da tarde, a primeira mesa redonda da tarde foi “O Financiamento do Serviço Público e a Europa” presidida pelo Vice-Presidente da RTP, Jorge Ponce Leão e moderada pelo director da RTP2 Jorge Wemans. Os oradores destacados para desenvolver esta temática foram Teresa Ribeiro, directora do Gabinete para os Meios de Comunicação Social, Mário Marques Mendes, advogado com experiência no assunto e Robert Picard, um reconhecido professor sueco.

Neste debate foi dada a possibilidade aos presentes no público de colocar algumas questões aos oradores. Facto que deu origem a uma situação caricata, Pedro Bicudo,enviado especial da RTP em Nova Iorque antes de fazer uma pergunta relacionado com o tema, não perdeu a oportunidade para “avisar” o vice-presidente da RTP que nos Açores já todas as ilhas finalmente têm acesso à RTP, mas que todavia continuam à espera que a RTP lhes dê atenção e dê eco às populações açorianas. Aviso ultrapassado por Jorge Ponce Leão com a já esperada elegância empresarial.

Por volta das 17:00 ocorreu o debate, que quanto nós foi o mais interessante do dia. “Produção e Programação-Nova Organização do Serviço Público”, foi presidido pelo Administrador da RTP, Luís Marques e moderado pelo Provedor do Telespectador da RTP, José Paquete de Oliveira.

O orador estrangeiro foi o director-xerente da Televisión de Galicia, Jesus Manuel Iglesias Días, que deu algumas ideias de como funciona o serviço público espanhol. Élisio de Oliveira, Vice-Presidente da ERC e Nuno Santos, Director de Programas da RTP completaram a tertúlia que se debruçou essencialmente no método de selecção e produção de programas direccionados para o serviço público.

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A última mesa redonda tratou da “Evolução Tecnológica, Novas Plataformas e Novos Serviços”, e foi a que teve maior número de oradores. Presidida por outro dos Administradores da RTP, Gonçalo Reis e moderada pelo conhecido pivot e também director-adjunto da RTP, José Alberto Carvalho, esta mesa redonda terá sido talvez prejudicada por ter sido a última de um dia já longo em debates e reflexões variadas.

Os oradores que debateram este tema foram Enrique Bustamante, Professor da Universidade Complutense de Madrid, Eduardo Cardareiro, Administrador da ANACOM-Autoridade Nacional das Comunicações, Gustava Cardoso, Presidente da OBERCOM e Professor do ISCTE e por último Carlos Zorrinho, Coordenador da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico.

Este debate visou essencialmente a questão do desenvolvimento de novas plataformas de distribuição, a digitalização e a forma como o serviço público deve reagir a estes desafios.

Já a noite se adivinhava, quando se deu a sessão de encerramento e conclusões, e tal como tinha sido a abertura, o encerramento pautou-se por uma mensagem positiva e de esperança num serviço público cada vez melhor e mais eficiente, coadjuvado pelas novas tecnologias.

O especialista internacionalmente reconhecido, Christian Nissen deu alma a esta mensagem de futuro ao expôr as suas opiniões no que concerne aos grandes desafios do Serviço Público de Televisão.
Luís Marques,Administrador da RTP e Luís Andrade, um dos fundadores da RTP e actual Coordenador Geral das Comemorações dos 50 Anos da RTP, encerraram a cerimónia.

Foi uma Conferência que não defradou as expectativas, nomes sonantes do meio estiveram presentes e os oradores estrangeiros revelaram tratar-se de especialistas de referência.

Apontamento final de alguma estranheza perante a ausência de José Rodrigues dos Santos, pivot há mais de uma década na RTP e ex-director da Informação da mesma estação.

*Com Filipa Galrão

 


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