Irresponsabilidade mata 2 mulheres e fere outra
João Fragata
Na passada Sexta-feira (2), duas mulheres morreram e outra foi para o hospital depois de terem sido atropeladas, na passadeira, na Av. Infante D.Henrique em Lisboa. Segundo o JN, a 3º vítima terá tido varias fracturas, tendo sido encaminhada logo para o Hospital S. José encontrando-se, segundo o Expresso, em estado instável e com prognóstico reservado.
A condutora, de 35 anos conduzia um Fiat Punto de cor cinzenta, vinha no sentido Santa Apolónia- Terreiro do Paço e segundo os poucos testemunhos terá atropelado as vítimas, quando estas estariam a passar na passadeira, com o sinal verde para os peões.
A condutora terá sido logo levada para a esquadra da polícia da Praça do Comércio onde terá sido submetida a testes de despistagem de álcool e psicotrópicos onde terá também sido acompanhada por psicólogos por ter entrado em estado de choque.
O trânsito foi cortado logo na altura do acidente tendo sido só reatado por volta das 8h.
Quem eram as vítimas?
Segundo o JN, era regular a passagem das vítimas naquela zona, já que todos os dias apanhavam o barco no Barreiro por volta das 5h15 para virem trabalhar para Lisboa.Esse dia fatídico não foi diferente, e Júlia Felipa Semedo, de 57 anos, Aldina Rufina Rocha de 42 e a sua filha Neuza, de 18, estariam a atravessar a estrada, na passadeira, quando o Fiat Punto cinzento as colheu.
Uma acompanhante destas 3 mulheres, Nélia Johnson, conta que “Vínhamos sempre na brincadeira”, embora ainda abalada. Conta também que embora não tenha visto, ouviu um grande estrondo e quando olhou para o lado tinha a perna de Júlia ao seu lado, e que a jovem terá sido arrastada uns 100 metros e o corpo terá dividido em dois.
Segundo a mesma fonte, o sobrinho de Júlia terá mostrado uma triste coicidência, dizendo que “…Ainda ontem ( 01\11) estive em casa dela e como estava com febre nem era para vir trabalhar hoje (02\11). Afinal veio e aconteceu isto!”.
Tudo isto acontece 2 anos depois do último acidente com tanta gravidade. A explicação será a irresponsabilidade da condutora, vindo em excesso de velocidade, disse o vice-presidente da CML, Marcos Perestrello.
A condutora foi liberta, sem ainda ter sido presente a um juiz.
Fontes: JN, Expresso On-line
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