Os 23 imigrantes ilegais vão ficar à guarda do SEF
Maria Marujo

Esta segunda-feira, 23 imigrantes ilegais alcançaram a costa algarvia, a bordo de um pequeno barco, vindos de Marrocos. O alarme foi dado pelos habitantes da ilha da Culatra, Olhão, que desconfiaram da chegada à praia de um barco cheio de pessoas. Dezanove dos 23 Marroquinos já foram ouvidos no Tribunal de Faro.
O grupo de cidadãos marroquinos vai ficar à guarda do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras no Porto, até que seja tomada uma decisão sobre o seu futuro, que deverá ser anunciada nos próximos 60 dias. Alguns dos indivíduos admitiram que já tinham tentado alcançar a Península Ibérica através de Ceuta, tendo sido interceptados e reencaminhados para o país de origem.
Do grupo de imigrantes ilegais constava uma jovem de apenas quinze anos, que tentava, pela segunda vez, alcançar a Península Ibérica. A imigrante mais nova do grupo confessou a António Chora, deputado do Bloco de Esquerda que tem mantido contacto com estes imigrantes, que já esteve num centro de acolhimento em Espanha durante dois meses, tendo sido devolvida ao pai em Marrocos, de onde fugira novamente.
A perigosa travessia
Segundo o tradutor dos Marroquinos que alcançaram a costa algarvia, os imigrantes foram deixados à deriva pelo proprietário da embarcação, quando se aproximavam de terra. Cada um dos ocupantes do barco pagou entre 300 e 1000 euros para fazer a travessia.
Mohamed Moctar, tradutor destes imigrantes, está a colaborar com o SEF neste processo e chamou a atenção para os incidentes desta viagem, bem como para o possível envolvimento do proprietário do barco noutras situações ilícitas (segundo os ocupantes do barco, o proprietário foi levado por uma lancha carregada de droga).
Três dos imigrantes permanecem em observação no Hospital de Faro e, segundo fonte hospitalar, permanecem internados para fazer tratamentos para combater a desidratação.
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