Política: \"Sócrates ataca tudo e todos, o que é sinal de fim de ciclo\" - Luís Filipe Menezes          I          Sócrates rejeita \"lições de esquerda\" e diz que nenhum Governo deixou tantas marcas nas políticas sociais          I          Marrocos: Seis imigrantes expulsos de Portugal continuam detidos, ONG´s vão concentrar-se junto à prisão          I          Automobilismo: Monte Carlo - Loeb soma 37ª vitória no Mundial de ralis          I          Grande Porto: Universidade reúne 100 figuras para repensar desenvolvimento da região          I          Política: \"Sócrates ataca tudo e todos, o que é sinal de fim de ciclo\" - Luís Filipe Menezes          I          Sócrates rejeita \"lições de esquerda\" e diz que nenhum Governo deixou tantas marcas nas políticas sociais          I          Marrocos: Seis imigrantes expulsos de Portugal continuam detidos, ONG´s vão concentrar-se junto à prisão          I          Automobilismo: Monte Carlo - Loeb soma 37ª vitória no Mundial de ralis          I          Grande Porto: Universidade reúne 100 figuras para repensar desenvolvimento da região          I         

Cientistas britânicos acreditam ter descoberto origem da leucemia infantil  Enviar por email Imprimir

Daniela Lopes

cientists britânicos acreditam ter descoberto origem da leucemia

Um grupo de cientistas britânicos descobriu a mutação genética que dá origem à leucemia infantil.

A descoberta, que resultou do acompanhamento de duas gémeas, estando uma infectada e outra sã, «aumenta a esperança de poder identificar o risco de recaída nas crianças tratadas com quimioterapia e desenvolver tratamentos eficazes». Quem o afirma é Vaskar Saha, professor de Pediatria e Oncologia da Cancer Research, que olha para este estudo como um novo caminho para a investigação de tratamentos menos agressivos, de menor duração e de reduzidos efeitos secundários.

Segundo apurou a Lusa, citada pelo jornal Sol, Vaskar Saha afirma que esta nova descoberta procurará combater somente as células cancerígenas.

A investigação, qualificada pela comunidade científica como «um grande passo», foi realizada pela universidade de Oxford, pelo hospital infantil Great Ormond Street, de Londres, e pela associação de investigação médica Cancer Research, e explica que o desenvolvimento da doença na infância requer a mutação de um «reduzido, mas crucial grupo de células».

A primeira mutação concretiza-se durante o primeiro ciclo de gestação, transformando algumas células da medula óssea em «pré-leucémicas». Mas para que uma criança desenvolva cancro no sangue é necessária uma segunda mutação, a qual irá ocorrer durante os primeiros meses de vida, sendo causada, provavelmente, por uma infecção comum. Uma constipação bastaria para alterar o estado das células pré-leucémicas para células nocivas.

ESTUDO DE GÉMEAS INGLESAS PROMOVE DESCOBERTA

As gémeas Olívia e Isabella, de quatro anos, tinham ambas células pré-leucémicas, mas apenas uma das meninas desenvolveu a doença. Ainda durante o período de gestação, as células de uma das duas irmãs sofreram uma mutação, transformando-se em células pré-leucémicas e que foram transmitidas, pelo sangue, à outra gémea.

Uma infecção vulgar fez com que as células de Olívia sofressem uma segunda mutação genética, desenvolvendo, assim, a leucemia. Já a irmã, Isabella, ainda que tenha dez por cento de hipóteses de vir a sofrer este tipo de cancro - uma vez que as suas células podem eventualmente ser transformadas -, o risco diminuirá até desaparecer na adolescência.

Foi o acompanhamento do caso destas gémeas residentes em Kent, no sul de Inglaterra, que permitiu aos investigadores britânicos chegar a tais conclusões.
«A identificação das células que provocam a leucemia tem sido um dos mistérios mais perseguidos pelos investigadores do cancro e este estudo é um passo que nos aproxima da sua resolução», disse à Lusa, citada pelo Sol, Bruce Morland, pediatra do Hospital Infantil de Birmingham (centro de Inglaterra).

Já o responsável da investigação e membro da Unidade de Investigação Hematológica Molecular da Universidade de Oxford, o professor Tariq Enver, afirmou que agora que estas células são conhecidas, é mais fácil «encontrar o seu calcanhar de Aquiles e combatê-las».

Com: Sol; SIC-Online
Imagem: The Guardian


Artigos relacionados: