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Isabel Condeça

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Frank Coraci é o realizador deste filme que chegou, sem dúvida, para encantar todos os espectadores.

Adam Sandler é Michael Newman, o protagonista desta história, um arquitecto que luta por uma ascensão na carreira. É ainda um pai de família, com dois filhos pequenos e uma mulher maravilhosa, papel desempenhado por Kate Beckinsale. Porém, a vida do protagonista não é fácil, há que tomar muitas decisões, estabelecer prioridades e tentar gerir da melhor forma o dia-a-dia, entre montes tecnologias e sem saber já distinguir o comando da televisão do comando da garagem. Então, tudo começa quando Michael Newman se decide a seguir o conselho do seu filho e vai comprar um comando universal. É aí que aparece o estranho Morty, que lhe oferece um comando que parece ser a solução de todos os seu problemas, tendo somente a condição de nunca poder ser devolvido…Daqui surgem imensas peripécias muito engraçadas, e a vida deste arquitecto e pai de família parece melhorar a olhos vistos.

Mas as coisas não são assim tão fáceis, e o tempo começa a passar muito mais rápido do que era esperado, devido à forma como o misterioso comando se foi programando automaticamente tendo em conta os momentos que o protagonista “saltava” nos primeiros tempos, como as discussões, as doenças ou os jantares de família. A situação descontrolou-se completamente e é aqui que surgem os problemas. O comando não pode ser devolvido, e não é permitido a Michael programá-lo de outra forma, sendo que terá de se contentar com a situação. Entretanto, todo o tempo que já passou alterou totalmente o tipo de vida deste simples arquitecto e pai de família e é preciso que ele se depare com estas mudanças para perceber aquilo que perdeu, aquilo que o comando não o deixou viver, ou o fez viver de uma forma tão fria.

“Click”, para além de ter a capacidade fantástica de fazer rir à gargalhada e, mais tarde, ter vontade de chorar, dá-nos uma lição de vida fantástica, mostrando que devemos colocar sempre como prioridade a nossa família, o amor. Este filme faz-nos ver que todos os momentos da vida devem ser aproveitados ao máximo, e de todos eles devemos retirar algo de bom, pois perdê-los ou não lhes dar importância é simplesmente não viver. 

            Pensando que iriam somente deliciar-se com um bom filme de comédia com excelentes prestações (que as tem, sem dúvida), os espectadores saem da sala de cinema ainda mais satisfeitos, pois viram muito mais, e, sobretudo, sentem que aprenderam um pouco mais sobre o verdadeiro significado dos pequenos momentos da vida.


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